<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193</id><updated>2012-01-24T04:31:01.193-09:00</updated><category term='esperança'/><category term='incertezas'/><category term='destino'/><title type='text'>cleptocronia</title><subtitle type='html'>FICÇÃO, s. f.  Simulação para encobrir a verdade, fingimento:  a torpe ficção de patriotismo, com que se investiu para indultar-se de matador de Titãs, de Cronos e quimeras (rapinagem de Camiliana.)   Perturbou-se e estremeceu diante de ficções a que nem a poesia ou a arte davam realce e prestígio (Silveira da Mota, 1889) // Fábula, invenção fabulosa ou artificiosa// F. lat. Fictio.

CLEPTOCRONIA: tempo que escoa, que nos assalta, que não perdoa</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>50</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-2181667305052538193</id><published>2010-09-04T09:55:00.002-09:00</published><updated>2010-09-04T10:14:20.606-09:00</updated><title type='text'>Última chamada</title><content type='html'>Agora estou no quente seco da sala.  Lá fora, um sol de Sierra Madre vai desvirtuando tudo.  É tarde quase primaveril, mas quero crer que nuvens galopantes surjirão do nada para refrescar esse braseiro sem basta, sem chega, desapiedado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarde quase delirante, febril mesmo, e as cores e formas bailando sinuosas na evaporação dos humores da terra.  Isso é o que sobra.  ...E deixa estar, que vou 'gonzear' mais um pouco pela rede, antes de abandonar as virtualidades e correr pro feriado que já está na área, chamando pro ócio, pro talento nacional, pra exercitar a brasilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carnavalizem-se vocês também! Até os dias de branco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-2181667305052538193?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/2181667305052538193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=2181667305052538193&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/2181667305052538193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/2181667305052538193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2010/09/ultima-chamada.html' title='Última chamada'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-6940878476151400586</id><published>2010-04-30T19:17:00.001-09:00</published><updated>2010-04-30T19:23:08.412-09:00</updated><title type='text'>Deveras...</title><content type='html'>Menos por você do que por mim, menos por eles do que pelos outros, quando eu e os outros não nos conhecemos e assim sem raízes e sem memória tudo fica mais fácil e ligeiro, eu aperto o botão que limpa e esclarece, que simplifica e arredonda, que torna límpido porque esvazia, já não é mais água e sim vazio, onde existia água existe apenas o azulejo frio agora, e cair já não parece boa idéia, e mergulhar se tornou um sonho distante e evanescente, remanescente, maledicente, onde não sei se se mente, ou apenas se esquece o que é importante pelas beiradas, e o que nos resta é a sensação de já ter visto, de já ter amado, de já ter respirado uns tantos cheiros, soçobrado o coração de respirações entrecortadas de expectativa, em dias idos, em invernos apagados, de sacolas plásticas esvoaçantes num balé moderno de renegada elegância, duas eternidades plásticas bailando num pé de vento para o enfoque preciso da câmera nova do menino solitário da janela em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho todas as respostas quando menos preciso delas, tenho o péssimo costume de olhar para trás quando você apenas olha para a frente e essa frente é além do que meus olhos são capazes de captar no horizonte disposto à minha nuca, porque ouço de todos aquilo que sempre soube de mim mesmo, mas que guardei no sótão ecoante de cantos empoeirados e displicentemente abandonado à própria sorte de ouvir a rotina da casa sem poder-lhe estender as mãos, sem poder tomar-lhe coisas, sem conspirar para que as tampas de caneta e os botões e as peças pequenas que crianças não deveriam colocar na boca, uma meia desparceirada e também uma bola de tênis e um clipe de papel e um olho de acrílico e um tufo de pelúcia se percam nas frinchas e frestas e frisos rangentes dessa pequena e modesta casa em um subúrbio metropolitano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-6940878476151400586?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/6940878476151400586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=6940878476151400586&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/6940878476151400586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/6940878476151400586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2010/04/deveras.html' title='Deveras...'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-2412484477893293236</id><published>2010-03-16T20:29:00.004-09:00</published><updated>2010-03-16T20:59:46.765-09:00</updated><title type='text'>Storia, Storia (para Mayra)</title><content type='html'>1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diziam as línguas que, na ilha, quem era do rei o mar levava.  Quando chegava a hora, o touro vinha num repente e se ia noutro - levando o rebento marcado.  Não tinha choro que refreasse o bicho, nem vela que queimasse até a manhãzinha no sucesso do intento: daí que muito pai desabotinou, muita mãe perdeu o juízo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era o sol severo, menos ainda o areal dito enfeitiçado que isolava aquele pedaço de terra do resto do mundo, não... eram os desmandos de D. Sebastião nas cercanias da agourada Lençóis que tiravam o sono e punham pavor nas gentes simples dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem se atreveria com a besta-fera? Quem para encarar o monstro marinho, bancar de herói naquele confim por um tesouro de lenda, enterrado no fundo do abismo dágua sob os recifes? Era demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois um fi dum cabra local fez que resolveu intentar contra o malassombrado.  Rapaz de sorte larga e expressão mais ancha ainda, se achou o dito cujo que acabaria com a maledicência que pesava sobre os ilhéus.  Era de palavra fácil, manjado e desdito, e merecidamente por isso recebeu a descrença dos locais, quando anunciou sua temerária empreitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazendo um quase-nada no alforje, não se fez de rogado.  Encheu-se de brios, e na primeira madrugada sem lua, mergulhou na noite opaca das praias do lado de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-2412484477893293236?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/2412484477893293236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=2412484477893293236&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/2412484477893293236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/2412484477893293236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2010/03/storia-storia-para-mayra.html' title='Storia, Storia (para Mayra)'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-3373131023774350653</id><published>2010-03-01T21:53:00.000-09:00</published><updated>2010-03-01T21:54:52.839-09:00</updated><title type='text'>De uma simetria que não compreendo.</title><content type='html'>não seria errado supor que a ordem natural das coisas fosse mesmo o caos - e mesmo sob a aparente normalidade, sob o padrão evidente de tudo, da rotina do semáforo que eu observava do carro, sob a chuva que agora escorria compassadamente das calhas e beirais, do quase silêncio que intercalava o trânsito ralo de indiferentes transeuntes pelo molhado - lá estava ele, como um capo inatingível, senhor do pedaço, do bairro, da estratosfera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a sonolência vencia aos poucos.  hipnótica.  e tinha ainda o conforto dos pés secos. me encolhi mais um pouco, como querendo puxar as mangas da carne e sumir a cabeça dentro do casco.  os dias são desiguais, pensei.  dias seguidos de fúria.  dias intermináveis de lassidão. momentos raros de compaixão e alguns segundos quinzenais de felicidade sincera.  culpa do caos - concluí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e assim aos poucos o cansaço venceu. me debati, juro, mas foi mesmo em vão.  um ato falho, talvez, até.  como os livros que nunca li.  sabe aquele clássico?  nunca li.  aquele outro, incontornável? nunca lerei.  não é descaso: é que minhas células estão morrendo desde que nasci, e choramingam alimento durante toda a sua vida.  em algum momento, um claquete piscará na minha frente, anunciando o fim do show para mim.  e os clássicos? - imagino o Criador perguntando - folheou bastante? anotou nas margens? arrancou as páginas principais pra ler depois?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-3373131023774350653?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/3373131023774350653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=3373131023774350653&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/3373131023774350653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/3373131023774350653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2010/03/de-uma-simetria-que-nao-compreendo.html' title='De uma simetria que não compreendo.'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-1191499456545440358</id><published>2009-12-03T07:14:00.000-09:00</published><updated>2009-12-03T07:15:19.539-09:00</updated><title type='text'>G@briela.</title><content type='html'>Gavião é bicho sem fronteira, pairando sobre a mata fechada, à espreita sem remorso, do alto onde tudo vê e onde todos o vêem.  Meu amor por você é feito bicho de rapinagem, que estremece como se fôra antanhos, e eu fosse o nascido do mundo, nomeando ruminantes e plantas carnívoras por primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada nova descoberta, aceleraria em mim o desejo de chegar ao final do enredo, de descobrir a chave de tudo, de esconder entre suas demências e tremores, meu amor voluptuoso.  Pois é como tomar a criança nos braços e descortinar o mundo de novidades a quem largava-se ao sono dos viventes, hibernando nos trópicos - sem saber que delirantes aventureiros, em tempos remotos, lançaram mãos de eldorados lendários, em vãs jornadas mato adentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é tudo seu, agora é tudo nosso - eu só pra você/ você só pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto é o amor em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-1191499456545440358?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/1191499456545440358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=1191499456545440358&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/1191499456545440358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/1191499456545440358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2009/12/gbriela.html' title='G@briela.'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-9010408372341693445</id><published>2009-11-29T17:29:00.001-09:00</published><updated>2009-11-29T17:30:50.906-09:00</updated><title type='text'>Mantra da decepção</title><content type='html'>E a música não cessa.  A maior prova de que o Universo comunga de uma ordem sutil, duma harmonia interna, uma máquina dos diabos a rodar e rodar infinitamente, fumegando, apitando, rangendo e produzindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correm as capivaras ressabiadas nos capinzais da CPTM, correm na pista os homens largando notas gordas pelos fundilhos, contra aviões que não lhe darão fuga.  É tarde para largar o osso? Se ri o macaco no galho do outro, aquele que já não pode escolher pelo choro, rindo também: feito noz aberta contra os rochedos, o ketchup escorrendo na tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a música não pára.  Assumem os presidentes de si mesmo, fazendo as nações à sua imagem e semelhança, acelerando a noção de que o futuro está por trás de dentes que não usaremos, palavras que não plurificaremos, dedos à escanteio - pois que já não nos farão falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mordem ainda os que conseguem, minoria chegada numa moda muito fora de moda, viola desafinada na multidão de ocupados úteis.  E dóceis.  E quem falou que precisaríamos de delirantes clones?  É tudo tão mais sórdido, e patrícios se comem pelo rabo moral e pelo cabo da tevê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah!, o amor. O que não pode, o ultrajante e bastardo amor da Humanidade pela ciência de si mesma. Afaga e esconde entre os seios gordos e sufocantes, amaciando o estertor com afeto e dedicação.  Depois repousa o corpo já inerte e vela para que nenhuma ave agourenta devolva seu pó à terra; para que nada lhe seja maior que a mumificação e o simulacro. Pois deve parecer ainda vivo, para todo o sempre. Deve seguir vivendo no limbo dos sonhos, do intervalo antes do além e já muito longe de qualquer redenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz o homem que é incorrupto pela inaptidão.  Jamais experimentará do veneno, e será grande e arrogará ares de sábio, em sua estupidez patente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todos o respeitarão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-9010408372341693445?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/9010408372341693445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=9010408372341693445&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/9010408372341693445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/9010408372341693445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2009/11/mantra-da-decepcao.html' title='Mantra da decepção'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-2895698750530435237</id><published>2009-10-20T19:02:00.002-09:00</published><updated>2009-10-20T19:08:40.654-09:00</updated><title type='text'>Ponhema Bifásico</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;I.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivo viu a uva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A uva é do vovô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivo vô-num-vô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O véio veve a vida e vocifera:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vaios!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O viadinho vacila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a uva lá. Do vovô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eita piada sem graça, seu moço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;II.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivo viu a Juliana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Juliana é uma uva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vovô é véio, mas é vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a uva é do vovô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivo viu que é tudo vuco-vuco, que o vovô tá variando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vira pra uva e viaja:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mata o velho, MATA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-2895698750530435237?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/2895698750530435237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=2895698750530435237&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/2895698750530435237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/2895698750530435237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2009/10/ponhema-bifasico.html' title='Ponhema Bifásico'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-7989757654699571215</id><published>2009-10-08T21:15:00.003-09:00</published><updated>2009-10-08T21:22:33.304-09:00</updated><title type='text'>2222 Express - pra depois do ano 2009</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/Ss7WHgg3-vI/AAAAAAAAABs/4N7xIIQi61k/s1600-h/LB-FDR-Memorial-2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 261px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/Ss7WHgg3-vI/AAAAAAAAABs/4N7xIIQi61k/s400/LB-FDR-Memorial-2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390481228484311794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até onde seria possível desistir de tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois voltar à tona e recuperar o tudo que se tem a ganhar ainda, quer dizer, ganhar a chance de continuar no jogo, na virada de cena, de mesa, virada de circunstância - pra ganhar todos os espectadores quase-involuntários que se amontoam junto ao cordão, enquanto a gente passa, pra ver se caímos nessa curva ou se ainda aguentamos mais um quarteirão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano está feito. Resta seguir à risca com os detalhes - ah! os detalhes - e não falhar antes do ato final. Depois o além nos esperará, sorridente. Depois, no além, o horizonte longínquo e, às portas da percepção, lembrar o que passou será um esquecimento mero, uma tolice como estremecer a respiração já sem choro, um sem-razão de ser, de se ater. Correr, só correr. Ventar. Chover. Permear-se de pó, de grão, de areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até que meus olhos se embotem, semi-cerrados de deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;megaton_nero&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-7989757654699571215?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/7989757654699571215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=7989757654699571215&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/7989757654699571215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/7989757654699571215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2009/10/2222-express-pra-depois-do-ano-2009.html' title='2222 Express - pra depois do ano 2009'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/Ss7WHgg3-vI/AAAAAAAAABs/4N7xIIQi61k/s72-c/LB-FDR-Memorial-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-1150406444377880093</id><published>2009-09-08T17:57:00.002-09:00</published><updated>2009-09-08T18:04:05.543-09:00</updated><title type='text'>Lígia.</title><content type='html'>Pudera: Inominável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro calar. Ou antes, revelar o fragmento que me sobrou, rascunhado no verso dum cupom fiscal de jantar em sua companhia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Faço pensar em tua flor secreta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tua flor discreta e solitária&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tua inflorescência sem jardim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que me devora o caule&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o caulim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...e '.'&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-1150406444377880093?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/1150406444377880093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=1150406444377880093&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/1150406444377880093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/1150406444377880093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2009/09/ligia.html' title='Lígia.'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-8498961917182950747</id><published>2009-09-08T17:56:00.000-09:00</published><updated>2009-09-08T17:57:47.588-09:00</updated><title type='text'>Dora.</title><content type='html'>devotada. olhando pedindo, calando a voracidade de um amor pagão que ali encontra a natureza linear de uma dona de ângulos simples. olhando bolinando, contraindo um sorriso campestre com cheiro de capricho, de maldade ingênua, de pecado de chita. de terra vermelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela cala quando não pode mais, e busca na mirada dalgum lugar alhures a solução que não virá. e depois me procura, e esconde o rosto no labirinto de meus braços entrelaçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas não se demora em buscar minhas mãos e encaminhá-las com insistência à raiz da fúria guardada e discreta. não se demora e faz-se prostrada, escrava temente, passiflora demente, a mera. não se demora e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...e depois se aquieta. não fuma porque não sabe se perder. não bebe porque não conhece os abismos da alma. emudece e drome-negrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;devotada. quisera um mundo simples como sua alma, adocicada como os arbustos de macela das encostas mantiqueiras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-8498961917182950747?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/8498961917182950747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=8498961917182950747&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/8498961917182950747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/8498961917182950747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2009/09/dora.html' title='Dora.'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-2436710638723407155</id><published>2009-09-08T17:55:00.000-09:00</published><updated>2009-09-08T17:56:48.755-09:00</updated><title type='text'>Brunna.</title><content type='html'>nem mesmo as horas de um dia se passaram e já sinto tua ausência. ainda trago o cheiro do teu erotismo nas mãos, e a memória de tuas carnes na ponta dos dedos. desenho no ar os convexos onde encaixei minhas palmas, as polpas onde cravei os dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é fato: esse teu olhar mortiço me evoca distrações de reis de outrora, cada vez que te acho me fitando - e mais de uma vez aconteceu, em sua cama improvisada, na casa de vãos ecoantes em que moras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teu simplesmente me confunde, por vezes - eu, tolo, achando que simplesmentes não podem acontecer à sua juventude - que traz a redundância de suas vontades secretas no nome, e dobra uma letra que não se pronuncia. tal qual ela se dobra feito gata, e me oferece a flor depois do amor da manhã, e me provoca com dengos e deixas, entre sussurros e estalos dos lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e como não dizer: da fúria calculada com que me presenteia, e sorri, feliz por deixar sua marca em mim - como a uma possessividade disfarçada, um somente-dela a quem me surpreenda desvestido (e isso soa como sinal de alerta às posteriores, que desistam desta alvura lunar, pois que aí uma debutante ninfa se alojou e garantiu colheita - e desta não pretende partilhar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enfim, é tarde para o resto todo - resto que me racionaliza, e amanhã me espera na labuta - então findo este registro aguardando a cheia ou a lua negra: o que antes me traga novos folguedos de cama e aproximações, mais o calor providencial e este teu olhar cúmplice, cereja que me animaliza o espírito, e exorciza em ti minhas iras secretas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-2436710638723407155?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/2436710638723407155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=2436710638723407155&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/2436710638723407155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/2436710638723407155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2009/09/brunna.html' title='Brunna.'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-7303499042318152831</id><published>2009-09-08T17:17:00.002-09:00</published><updated>2009-09-08T17:41:06.974-09:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Daí que pensei numa história simples, porém engenhosa. E trará o seguinte: mulher de olhar laminoso e vontades suplicantes (mais o trejeito fino de zerar com máxima sapiência a pança monetária de qualquer um) se envolve com figura dum passado esquecível. Note: esquecível não é redenção de nada, e os mortos voltam pra puxar o pé do gajo, que escapole da área e vai sapear lá pras bandas do fim do mundo. Nada muito explicado, porque a vida acontece assim mesmo, de improviso e de breque. Sem endereço nem paradeiro certo. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dita se lamenta, se rasga (nem tanto que não sobre algo par'o providencial "mistério da carne") e depois vai caçar noutra jaqueira.  E tanto faz que acha outro jaca, se enreda toda e recomeça sua teia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas! o condenado volta, e não é que era um fidaputa abotinado, de tocaia, de olhar soslaio? Pois aí ele revela sua verve e manda ver - com a polpa aberta, pegada bruta e surda. O lance é que rolou um sentimento e o bocó acredita no miserere da coitadinha, e ela dirige toda a reiva dele pro outro pagador, de modo que o circo pega fogo mas o show não para: resta o salário do medo na mão da bonitona e os galos se estraçalham na arena, antes mesmo que qualquer explicação seja possível (na época em que rola a transa não havia celular ainda, essa praga destruidora de complexidades narrativas teledramatúrgicas - leia-se "malentendidos funcionais" que só se resolverão no fim e ao cabo de tudo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda fica faltando o gran finale, e essa eu conto no próximo bloco.   Não saia daí!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-7303499042318152831?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/7303499042318152831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=7303499042318152831&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/7303499042318152831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/7303499042318152831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2009/09/dai-que-pensei-numa-historia-simples.html' title=''/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-914963587075102312</id><published>2009-09-08T17:07:00.004-09:00</published><updated>2009-09-08T17:53:54.059-09:00</updated><title type='text'>Hare Caraca!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/SqcXXTIL2wI/AAAAAAAAABk/lfzFyqT6dvw/s1600-h/0905313.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 220px; height: 220px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/SqcXXTIL2wI/AAAAAAAAABk/lfzFyqT6dvw/s400/0905313.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379293968956381954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Finda-se mais uma baboseira televisiva. Contorçam-se Shivas e Ganeshas! Vai-se maniqueísmo, vão-se as superstições medievais daquele povo do meio-leste, esvaiam-se as guirlandas de cravos e gérberas (sempre gostei dessa palavra, "gérbera", soa tão complexa - vai que escrevi errado - , meio maledicência em algum dialeto cigano balcânico; e tanto faço que tasquei-a aí, sim senhor), shanti, shanti--e-e-e-e-eêê... ô-ô!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Deve ser o doce de abóbora que eu comi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;imagem de Robson Ventura para Folha Imagem. seu uso aqui é meramente ilustrativo e não-comercial.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-914963587075102312?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/914963587075102312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=914963587075102312&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/914963587075102312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/914963587075102312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2009/09/hare-caraca.html' title='Hare Caraca!'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/SqcXXTIL2wI/AAAAAAAAABk/lfzFyqT6dvw/s72-c/0905313.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-3611960225640094774</id><published>2009-05-19T12:29:00.002-09:00</published><updated>2009-05-19T12:55:23.879-09:00</updated><title type='text'>Breves esboços para um projeto em andamento.</title><content type='html'>e tudo se sobrepõe, não só agora mas desde sempre.  antes me valesse dos benefícios dispensados aos acrônicos de toda sorte, relegados à margem dos camarotes jocosos, da janelinha angustiante.  sou dum tipo que não se mede em finitudes.  se acredito vencer pelo cansaço, este breve me contradiz empilhando tangíveis carências e papeladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não começo porque não há começo possível.  a vida não tem começo.  já existia antes de mim, já era velha baleada quando cheguei por aqui.  meu máximo foi um meio-termo irresponsável - mas bastante para preencher o espaço que me esperava, desde eras imemoriais.  a figuração não requer holofotes atentos, mas também tem seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, no sem-fim de takes milhares, vou aprumando a hora da espera, a última, fatídica, inglória.  a espera do torpor.  porque deve ser assim mesmo, lento apagar de buzinas desafinadas, ganidos vagabundos, choros sem vela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;carimbar deve ser uma arte milenar, cheia de significados ocultos e ritos perdidos.  não é difícil entender o quão perdido podem estar: ritos rasos, ratos rotos, relatórios - em meio a papelada que nem milênios conseguiram livrar das mesas acanhadas de quem pratica esta nobre função.  o que seria do Império sem seus mestres carimbadores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;segue-se o estampido surdo, o tapão bem dado ou irregular, mesmo movimento manual que já selou destinos tão diferentes quanto o nascimento da cruzada cristã ou o descanso sem volta do impalador Vladimir.  não é a mão que esmurrou a mesa e entornou o destilado russo; talvez também não seja aquela que decretou o quique capital do rei de França.  mas certamente - e meus dedos trêmulos traem a frieza, a impostura aparente - é desprovida de qualquer sensatez, em sua disciplina cega e diuturna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no recorte de braços e pescoços eu a vi, ou melhor, parte de sua cabeça com os lábios e o nariz. e foi engraçado perceber que suas narinas se mexiam enquanto falava; fitava absorto o desenho de seu rosto, talvez tentando memorizá-lo para mais tarde.  logo deu com os olhos nos meus, e me surpreendi em perceber-me sustentando aquele breve contato, e além, continuar imerso na auto-sugestão de observá-la a fio, indiferente ao seu desconforto ou satisfação. braços e corpos cortaram-lhe os olhos novamente, e sua boca se abriu, afirmativa à conversa que não era minha. nova parada, e os corpos levaram-me o resto de sua fisionomia - perdida para sempre no enlatado de almas rumando para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por&lt;/span&gt;   &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;megaton_nero&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-3611960225640094774?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/3611960225640094774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=3611960225640094774&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/3611960225640094774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/3611960225640094774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2009/05/breves-esbocos-para-um-projeto-em.html' title='Breves esboços para um projeto em andamento.'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-7578219525195285372</id><published>2008-12-10T16:39:00.003-09:00</published><updated>2008-12-10T17:31:06.493-09:00</updated><title type='text'>Lamuriava Intensa Garoa, Inda Agora</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;...E quando ela é música para os olhos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E se os acordes valerem muitas mil palavras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(ou uns tantos sorrisos)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E nenhum sequer explicar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como é senti-la sem nunca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tê-la experimentado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E como é desejar seu gosto nos meus lábios?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como precisar de sua brasilidade indiscreta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(olhos decanos como Pindorama)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como palmilhar sua geografia decantada,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;em dupla-face assim também florescente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sonhá-la é validar o impossível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É viver mais - onde mais vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jamais se imaginaria.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-7578219525195285372?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/7578219525195285372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=7578219525195285372&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/7578219525195285372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/7578219525195285372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2008/12/lamuriava-intensa-garoa-inda-agora.html' title='Lamuriava Intensa Garoa, Inda Agora'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-6296913167067514174</id><published>2008-09-14T06:59:00.002-09:00</published><updated>2008-09-14T11:14:54.902-09:00</updated><title type='text'>Uma sociedade inesperadamente complexa e inesperadamente amazônica</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; font-family: verdana;"&gt;Estradas e muralhas no Xingu apontam para formas de organização de assentamentos ancestrais.  Cerâmica marajoara também é indicador do grau de complexidade dos povos amazônidas pré-coloniais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;por &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Antonio Fausto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Gramática de assentamentos”. Assim, o arqueólogo Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida, definiu a complexidade que caracterizou as sociedades indígenas que habitaram a região do Alto Xingu, na Amazônia Meridional, antes da chegada dos europeus, durante apresentação no I Encontro Internacional de Arqueologia Amazônica (EIAA), realizado pelo Museu Goeldi, em Belém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Variações em Sociedades Complexas: Exemplos da Amazônia Central e Meridional” foi o tema da palestra do pesquisador norte-americano, proferida durante a mesa-temática “Sociedades Complexas Antigas e a Complexidade Social na Amazônia”. Especialista na região do Alto Xingu, na Amazônia Meridional, Heckenberger mostrou evidências que apontam para uma complexa singularidade das tribos indígenas pré-históricas dessa região. “Certas características não cabem no que já é conhecido da cultura de povos de floresta tropical”, assinala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o arqueólogo, escavações realizadas na área do Rio Xingu evidenciaram a existência de “sociedade inesperadamente complexa e inesperadamente amazônica”. Heckenberger acredita que essas populações viviam em conjuntos de assentamentos, todos bastante planejados, que estavam protegidos por muralhas e interligados por estradas, estruturas que terminaram por causar “transformações ambientais drásticas”. “Você entra numa aldeia do Xingu por estradas formais”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O impacto no solo é incrível”, afirma o arqueólogo cujas pesquisas atestam a existência de assentamentos de pequeno, médio e grande porte na região do Xingu durante a era pré-colonial. “Havia uma grande diversidade cultural e lingüística”, assinala, complementando que “a maioria das cidades complexas eram multi-étnicas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele encerrou sua apresentação no Encontro em Belém, afirmando que os assentamentos xinguanos apresentavam feições nítidas de cidades regionais que existiram em outras regiões do mundo. “A arqueologia tem que tentar entender a complexidade dessas cidades”, propõe. Também na palestra “Variações em Sociedades Complexas: Exemplos da Amazônia Central e Meridional”, Eduardo Neves, pesquisador do Museu de Arqueologia e Etnologia, da Universidade de São Paulo (USP), discorreu sobre o modo de vida dos indígenas que habitaram a confluência do Rio Solimões com o Rio Negro, na Amazônia Central, nos primórdios da história do norte brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arte como termômetro de complexidade social – Não são somente estradas e muralhas que atiçam o termômetro da complexidade social. Prova disso foi a apresentação da estudiosa Cristiana Barreto, do Museu de Arqueologia e Etnologia, da USP, que mostrou como a cerâmica elaborada pelos amazônidas ancestrais, que geralmente era utilizada em cerimônias ritualísticas, também pode indicar o grau de complexidade social dos indígenas que não chegaram a conhecer o europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Munida de imagens de vasos, bandejas e urnas funerárias, Barreto revisitou a cerâmica arqueológica da Amazônia, particularmente alguns objetos rituais da cerâmica marajoara, para determinar o nível de complexidade social das sociedades amazônicas pré-coloniais durante a palestra intitulada “Cerâmica, Ritual e Complexidade Social na Amazônia Pré-Colonial”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na opinião da pesquisadora, “é possível recuperar valores ideológicos e simbólicos a partir da estética e simbologia” das peças com fins ritualísticos. O objetivo da palestra, segundo Barreto, foi “caracterizar alguns estilos e técnicas típicos de sociedades que passam por rápidas transformações em suas estruturas sociais, mas que mantêm crenças e valores espirituais extremamente arraigados em seu passado e mundo ancestral”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: verdana;"&gt;Texto de Antonio Fausto, para a Agência Museu Goeldi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: verdana;"&gt;retirado do site: http://www.museu-goeldi.br/09_09_08.html&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-6296913167067514174?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/6296913167067514174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=6296913167067514174&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/6296913167067514174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/6296913167067514174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2008/09/uma-sociedade-inesperadamente-complexa.html' title='Uma sociedade inesperadamente complexa e inesperadamente amazônica'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-8273565887275284142</id><published>2007-03-31T17:31:00.000-09:00</published><updated>2007-03-31T11:30:56.360-09:00</updated><title type='text'>UNDER CONSTRUCTION</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left; font-family: verdana; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ARREGO OLHARES NO SERTÃO DO ANIL&lt;br /&gt;PRA QUÊ MEMÓRIA SE O PENDÃO RESISTE?&lt;br /&gt;POIS MEU BAÚ É UM BURACO NO CHÃO&lt;br /&gt;CAVUCADO NA ARGILA E NO CARVÃO&lt;br /&gt;NO RESVÃO DO CORPANZIL TERISTE&lt;br /&gt;ONDE RESISTE O GRÃO E O BRASIL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARDIA NÉVOA FENESCE - É TARDE&lt;br /&gt;ÉVORA E FÓRMICA ARREFECEM (MEU PEITO ARDE)&lt;br /&gt;QUISERA ENTOAR UM POEMA AMENO,&lt;br /&gt;QUE VOASSE E APENAS: PLENO&lt;br /&gt;LAMENTO AOS CENTOS POIS QUE JÁ ME EMBOTO&lt;br /&gt;EXPIRO E VENTO - SEI QUE À CASA TORNO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;megaton_nero.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-8273565887275284142?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/8273565887275284142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=8273565887275284142&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/8273565887275284142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/8273565887275284142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2007/03/under-construction.html' title='UNDER CONSTRUCTION'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-5629551275770673869</id><published>2007-03-29T20:47:00.000-09:00</published><updated>2007-03-29T14:46:56.498-09:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='incertezas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esperança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='destino'/><title type='text'>Ainda Resta Uma Esperança Menor</title><content type='html'>...daquelas que sobram no prato de festa, com alguns docinhos amassados e alguma ressaca, atrás do queijo fresco, &lt;a href="http://www.bestoutdoor.at/Bilder/Iglu.gif"&gt;na geladeira do dia segui&lt;/a&gt;nte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esperança de que o que sai de nossas mãos não seja definitivamente um caso perdido, de que não sejamos construtores de uma paz armada, de mal&lt;a href="http://artfiles.art.com/images/-/Al-Capone-Poster-C10290679.jpeg"&gt;es necessários, de arranjos corromp&lt;/a&gt;idos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;valho-me inda e sempre d&lt;a href="http://www.rafael-araujo.com/imagenes/calculo/calculo14.jpg"&gt;as mesmas incertezas: pois elas me incomodam&lt;/a&gt; o sono tranquilo, e me lembram de que há um mundo à espera, um algo de assimétrico e solene, impositivo, algo que perturba o cálculo dos físicos e assombra a convicção dos meteorologistas, dos economistas, dos céticos.  não choverá amanhã nas bolsas nem nas calçadas, mas nos corações das mulheres iemenitas, e nenhuma estatística pode dar conta de tão insuspeitos temporais.  não pode compreender a longa noite nos semblantes aborígenes, nem a imorred&lt;a href="http://www.alaskacdc.org/images/Sitka%20Totem%20Pole.JPG"&gt;oura nação vermelha american&lt;/a&gt;a, que volta ao seio da terra onde brotaram seus ancestrais, carunchados pelo mal dos peles brancas; e o espírito do homem americano tinge a semente e o solo onde se ergue o império branco, e aguarda o tempo em que estes também sucumbam, e novas ondas sacudam seus portais de areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;resta uma esperança cega, erma; porque quero acreditar mesmo quando tudo me impele ao largo, à vazante, à foz dos improvisos mal-pensados e fugazes, ao mar de promptérios escarrados e rasteirices alarmistas - e igualmente descartáveis.  milhões de &lt;a href="http://vnunl.typepad.com/photos/uncategorized/campbell.jpg"&gt;quinze-minutos-de-fama&lt;/a&gt; boiando próximas da costa ainda poderiam engastar no motor de popa dalgum desavisado, mas é certeiro que entopem os poros dos banhistas mais afoitos. até porque qualquer placa sinalizando banho impróprio ali  não surtiria efeito algum - ou até talvez, e unicamente, o de galhofa, piada, descalábrio, insensatez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que seja. mas é dessa insensata espera&lt;a href="http://www.elarcadigital.com.ar/elarca/numerosanteriores/ARCA41/ARCA4102/MEDIA/BEATABEA.JPG"&gt;nça de finas bossas melhores vindo&lt;/a&gt;uras que nutro o meu coração, além dos docinhos da festa pobre de ontem, do dia nublado de hoje e do amanhã previamente agendado de rotinices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é dessa esperança que falei aqui, é ela que tilinto no cordão ao pescoço, ela que torço nos dedos, e &lt;a href="http://www.travel-notes.org/photos/palanque_inscripciones_1.jpg"&gt;peço feitura ao destino todo poderos&lt;/a&gt;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;as imagens nos links pertencem a seus respectivos autores, e seu uso aqui é meramente ilustrativo e não-comercial.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-5629551275770673869?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/5629551275770673869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=5629551275770673869&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/5629551275770673869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/5629551275770673869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2007/03/ainda-resta-uma-esperana-menor.html' title='Ainda Resta Uma Esperança Menor'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-115807961322479715</id><published>2006-09-12T13:43:00.000-09:00</published><updated>2006-09-12T07:49:55.696-09:00</updated><title type='text'>After Hours</title><content type='html'>&lt;a href="http://image.ig.com.br/ultimosegundo/midias/0227501-0228000/227829.jpg"&gt;ela ardia, ele&lt;/a&gt; negaceava; ela prometeu se &lt;a href="http://www.escolavesper.com.br/images/atentadoeua/homem_caindo.jpg"&gt;atirar da janel&lt;/a&gt;a.  ele acendeu outro.  ficaram os dois assim, mudos, mais a fumacinha que saía em rolinhos pensados por sobre suas cabeças.  ela amuou um tantinho, se encolheu de lado, fazendo bico.  ele nem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela bufava quase baixinho, como se pudesse: "por quê? por quê?!" - mas não acharia resposta alguma, não ali, onde as quinas completavam noventa, as cores eram brandas e da rua só se ouvia a matraca do amolador de facas.  facas!  ela de um pulo se levantou, ficou em pé na cama; agora ele teve de erguer a cabeça, mirá-la de alto a baixo.  e de baixo parecia mais esguia, meio serpente e os olhos oblíquos por entre os cachos poucos que vacilavam ébrios junto ao nariz.  &lt;a href="http://www.cdpoint.com.br/imagens/7898324300059.jpg"&gt;e o sorriso maroto&lt;/a&gt;. ele fumaçou outro tanto - preto velho - olhando, esperando. ela segurou o suspense...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais não vale enredar: ela foi até a cozinha, buscou um&lt;a href="http://pokas.blogs.sapo.pt/arquivo/faca.JPG"&gt;a faca de desossar porco&lt;/a&gt;s, chegou junto ao leito de fornicamentos e reluziu o metal frio nos olhos do desafeito amado.  ele f&lt;a href="http://rightwingnation.com/images/clark%20gable.jpg"&gt;ranziu a testa, esboç&lt;/a&gt;ou desaprovar.  ela gritou com a ira dos deuses - ele deixou pender a bituca no lábio seco.  what a fuck...?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;clímax: ela atirou a faca como seu tataravô samurai teria feito, a lâmina girou no ar, cortando os espaços tórridos; ele pensou na vida como num filme de trás pra frente, a vi&lt;a href="http://sic.sapo.pt/NR/rdonlyres/99132A25-6011-4193-8989-53995610B017/125913/3a4ea9aa60a448019c2c6b7c32f3b376.jpg"&gt;da era de trás pra frente&lt;/a&gt;, tinha certeza de que tudo já acontecera, o grito, a lâmina ofuscando em elipses buscando sua garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enfim: a faca cravou torta no abajur do criado-cego à esquerda (&lt;a href="http://blogs.salon.com/0001996/images/2003/02/25/samurai.jpg"&gt;samurai era o tatata&lt;/a&gt;) e a louça caiu macia no carpete, gemendo abafado.  ele arrancou o filtro quase queimado da boca, parecia James Dean, esfregou as mãos na cabeça e atacou: pa&lt;a href="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/furacao-2004/furacao-2004-03.jpg"&gt;péis voando, uma xícara puland&lt;/a&gt;o de seu colo, os chinelos deslizando slow motion para debaixo da cama.  mirou a derrota estampada na face dela, não perdoôu: estapeou-a uma vez. a recíproca foi verdadeira.  "vadia".  "bastardo".&lt;br /&gt;ele tascou&lt;a href="http://www.netglimse.com/images/events/love/from_here_to_eternity.jpg"&gt;-lhe um beijo com fúria, mord&lt;/a&gt;eu-lhe os lábios, mordeu-lhe a nuca, os ombros, o corpo.  ela gemia e deixava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no silêncio mu&lt;a href="http://www.moderntimes.com/palace/30_image/dust.jpg"&gt;rmurante, voltara&lt;/a&gt;m para a cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas a luz do abajur da direita só apagou depois das três.  e meia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-style: italic;"&gt;os direitos sobre as imagens dos links são de seus respectivos autores. o seu uso neste site é meramente ilustrativo e não-comercial.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-115807961322479715?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/115807961322479715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=115807961322479715&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115807961322479715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115807961322479715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/09/after-hours.html' title='After Hours'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-115761084364113748</id><published>2006-09-10T23:07:00.000-09:00</published><updated>2006-09-10T17:12:05.703-09:00</updated><title type='text'>Nas Veredas da Noite Dentro</title><content type='html'>ontem foram-se mais algumas pedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não significaria muito isso se, além das dobradiças enferrujadas e os batentes há muito desmantelados, uma parte da parede lateral esquerda também não estivesse sendo, lenta mas inexoravelmente, chamada ao repouso diabólico, à fragmentação de sua razão - e ao meu conseqüente desespero.  por ali passaria um urso, se algum houvesse que não fugira dos rigores da estação mais severa - esta em pleno curso.  mas sem ursos, sem raposas, sem a voz mais selvagem dessa natureza incontinenti, o que me despertava o instinto profundo era mesmo as cortantes e gélidas rajadas de vento, um verdadeiro canal de vento, que se infiltrava pela brecha nas pedras, pelo cada vez maior buraco que se fendia, voraz, na parede à esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então ruía silenciosamente.  e os lampiões na varanda também não garantiam, pois a pouca cêra que restou em dois deles, talvez os únicos capazes a contento, estavam úmidas e como que desaglutinando os compostos carburescentes, o que inviabilizava, desde então, seu uso mais imediato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;às escuras, sem água qualquer, sem abrigo do gelo, e enfim com um punhado de cartuchos restando no fundo da algibeira (que tampouco se lembrava dum lombo equino), eu me postava sentado diante da lareira - acesa sobre uma pilha de livros enjeitados, acomodado no pêlo de iaque que um inuíte me presenteara, no amarelado verão de 48... ou 50. 50? isso pouco fazia.  mas mantia minha mente ocupada, enquanto os membros ganhavam inércia própria, cedendo à ordem do vento, e me recusando seu prestimoso auxílio.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/1600/Mt_cook_modify.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/400/Mt_cook_modify.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;lá fora, estalos rondavam a clareira.  alguns uivos de euforia, ganidos excitados, latidos ecoando no paredão de rochedos à minha frente, após o rio insolente.   somente ele, o rio, sentia-se indiferente à sorte dos demais viventes, e concentrava-se em suas orações diuturnas, mantras tantas vezes hipnóticos como... traiçoeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os ganidos se aproximavam, tridimensionais e factíveis.  assim como meu ranger de dentes, e ossos, e vértebras, enregelado e quase morto. "quase" era parte da minha recusa.  não quero comentar agora os motivos que me levaram à sua breve reprovação, apenas relato como foram os dias de minha passagem por esta terra que jamais me acolheu, sobre seus habitantes que nunca me reconheceram par, desta natureza vil e medonha.   e o medo estava agora nas pegadas pequenas e nas mandíbulas azeitadas de pequenos e famintos lobos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a noite ia longe de terminar, e minha vigília carecia de atenção, carecia do embalo certeiro do encadear de palavras,  do som da voz com palavras, a voz que ritmaria meu acordar sentinela - ante o sono imperioso, o perigo iminente e a resistência imortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-115761084364113748?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/115761084364113748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=115761084364113748&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115761084364113748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115761084364113748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/09/nas-veredas-da-noite-dentro.html' title='Nas Veredas da Noite Dentro'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-115759155836446468</id><published>2006-09-06T15:28:00.000-09:00</published><updated>2006-09-10T18:31:50.610-09:00</updated><title type='text'>Plutônica</title><content type='html'>invernal propósito: ou pretexto, como queiram:  tra&lt;a href="http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2005/jusp723/ilustras/ilustra05.jpg"&gt;nsbordando de irrazões passionai&lt;/a&gt;s, e me podam a inspiração.  tão só porque o gr&lt;a href="http://bocc.ubi.pt/pag/quico-celia-jogos-de-computador-televisao-digital1.jpg"&gt;ande olho se instalo&lt;/a&gt;u ao lado desta janela para o meu mundo, e seu chiado me esgota qualquer boa vontade, qualquer sensatez civilizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o olho despeja pra dentro de minha sala um viés distorcido da paisagem imagética do mundo - o outro que não o meu.  a janela me aguarda com seu mar de possibilidades - e lugares-comuns, mas sou eu quem decide por eles (ou não) -, com um infindar de melhores motivos para extravasar o coração sincopado, afogado até aqui dos açúcares de uma flor estranha que cresce nas encostas do &lt;a href="http://www.caingram.info/Morocco/Pix/Oukaimeden_2.jpg"&gt;grande Atlas&lt;/a&gt;.  o que quer dizer o mesmo que: &lt;a href="http://science.nasa.gov/headlines/y2004/images/stardust/core300.jpg"&gt;nada&lt;/a&gt;.  mas isso você já sabia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/1600/1220_any_manetta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/400/1220_any_manetta.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;e eu mencionei o "invernal propósito" buscando entender o que me leva ao despedalar de inocuidades, sempre que o clima se revolve nas estratosferas, e as paredes parecem encerrar um ar viciado e inoperante, ensurdecem aos rumores da grande teia e tudo fica pequeno e perigosamente gentil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nada mais urgente que um muro diante da consciência. ou seria o contrário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"boa noite... e boa sorte"&lt;br /&gt;p.s.: na certeza da aurora que nos refunda o espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;foto por &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/anymanetta/"&gt;Any Manetta&lt;/a&gt;, via Flickr:Public Domain&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-115759155836446468?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/115759155836446468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=115759155836446468&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115759155836446468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115759155836446468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/09/plutnica.html' title='Plutônica'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-115562751623876694</id><published>2006-08-15T04:32:00.000-09:00</published><updated>2006-08-16T16:35:49.966-09:00</updated><title type='text'>Darjeeling Tea Break</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;terrível acordar depois de ter dormido um dia inteiro com as costas doendo, as pálpebras pulsando e um sutil zunido diabólico ardendo longas pai&lt;a href="http://images.burningman.com/index.cgi?image=24958&amp;results=25396,25175,25141,25099,25051,25044,24993,24958,24928,24899,24373,24279,24017,24015,24004,23843,23402,23383,23172,21392&amp;amp;ord=8/250&amp;skip=0&amp;amp;amp;q_photog=&amp;q_category=nature&amp;amp;q_keyword=&amp;q_year="&gt;sagens insólit&lt;/a&gt;as no ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ouvido não, orelha.  po&lt;a href="http://paginas.terra.com.br/saude/orlped/orelha.gif"&gt;rque orelh&lt;/a&gt;a ainda resta, como vocábulo oficial. mas ouvido me parece muito mais refinado.  "sou todo ouvidos" é de antanhos, lembra aquele senhor de g&lt;a href="http://people.csail.mit.edu/maddog/Ties/bow-tie.gif"&gt;ravatinha borbolet&lt;/a&gt;a e bigode curto e irrequieto, oscilando sempre para a esquerda, como um tique irrefreável - mas enfim: ainda respeitável protocolo.  "sou todo orelhas" é pedir uma carimbada na testa.  às vezes, contudo, eu arrisco.  mas ninguém entende.  bolas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acordo com o poente bem pronunciado, as sombras esticadas no gramado e um tom de luz avermelhado que invade a sala nos reflexos poucos mas intensos, se esparramando nas paredes de forma enviesada e calorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em pouco tempo tudo se aquieta, portas se encaixam nos batentes, maçanetas esfriam, geladeiras adormecem.  é hora dos relógios começarem seu compassado diálogo: o da sala com o da cozinha, sempre a mesma anedota.  se riem ou apenas soluçam, não deixa de ser &lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/santos/lendas/h0086d.jpg"&gt;igualmente enfadonho&lt;/a&gt;: esse motocontínuo de espaços regulares rumo o infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e aqui me sento, então, prestes a reciclar o prato frio que fica sendo o último post, e pra não deixar morrer essa iniciativa, resolvo empunhar novas alegorias do meu pequeno bunker, meu refúgio do mundo novo, onde apenas minhas criações podem, invariavelmente, sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lembro - porque quero ampliá-lo - de um poema começado há tempos, nunca terminado.  começarei por ele e, se tiver inspiração ainda restando na cachola, hei de fazê-lo engolir seu novo capítulo, agora e já: no improviso que sempre dita a escrita destes posts do meu Cleptocronia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;minhas noites são polares&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;muitos sóis sem nome cruzaram minhas cartas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;em vão catalogo as ra&lt;span style="font-size:100%;"&gt;zões da espéc&lt;/span&gt;ie&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;te vejo sempre longe, trepidante miragem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;e longe disforme penso que sorri pra mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;aceno, incerto de resposta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao que acrescentarei, embalado ness&lt;a href="http://www.open24_hrs.blogger.com.br/FOTOASIAA07.jpg"&gt;a vaga que me arrast&lt;/a&gt;a:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;hibernando plácido e memorioso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;à espera do dia da hora e lugar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;que não chovendo te ficarei a sorrir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;como um dirigível que lançado à própria sorte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;vomita gotas de chumbo e atômica flor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;sobre antenas e baionetas contra &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;do Deus toda a vontade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;feituras do braço, tendões de arame&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;mordaças de sílica e a fome (e a fome)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;e restando só um - no meio do campo - alguém gritasse:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;- vai-te daqui, Homem das Fronteiras!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;Porque só assim teremos Paz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;margarina no almoço e no jantar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;o cão atrás de seu rabo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;e a criança de plástico à frente dos tanques&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e que assim &lt;a href="http://www1.uol.com.br/bienal/24bienal/nuh/enuhxixgeri03a.htm"&gt;seja&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;os direitos sobre as imagens dos links são de seus respectivos autores. o seu uso neste site é meramente ilustrativo e não-comercial.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-115562751623876694?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/115562751623876694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=115562751623876694&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115562751623876694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115562751623876694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/08/darjeeling-tea-break.html' title='Darjeeling Tea Break'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-115444973791512691</id><published>2006-08-01T13:25:00.000-09:00</published><updated>2006-08-01T07:28:58.006-09:00</updated><title type='text'>Porque quando acordei as nuvens ainda navegavam, pesarosas naus de ícaros alienados. E porque me fiz de pé agora esqueço e sento novamente, e despisto</title><content type='html'>com o aval do &lt;a href="http://www.bouska.com/fritz/"&gt;gato&lt;/a&gt; que dormita em meu colo, e nada sabe do amanhã - como eu tampouco posso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrasado para o amor de rotina, vou deixando que ele espere sem que possa me ouvir ou conjecturar - estou a revelia, hoje estou a revelia.  Descansando as mãos sobre o mouse e pensando nalguma frase de &lt;a href="http://www.english.emory.edu/Bahri/Orientalism.html"&gt;Edward Said&lt;/a&gt;.  Não há tempo para a xícara quente que me adoce as mãos, mas talvez para alguma &lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2004_09_01_dragoscopio_archive.html"&gt;intempérie&lt;/a&gt; descartável que, somada às milhões diárias do cibermundo, nos faça menos vulneráveis e mais domesticados.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/1600/eucaliptos%20PB.JPG.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/400/eucaliptos%20PB.JPG.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Talvez tudo não passe de um complô psiquiátrico.  Mas também penso, com muito gosto, na possibilidade de estar vivendo o filminho da minha própria vida, antes de morrer definitivamente.  Eu? estou imobilizado num leito desgastado de hospital público.  E a vida segue como um filminho: inexorável, pois já está feita.  Estou saboreando por segunda vez, apenas mentalmente, meu próprio passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou talvez, numa &lt;a href="http://paginas.terra.com.br/educacao/eon/preoconcretud.htm"&gt;dimensão paralela&lt;/a&gt; - tanto quanto os espelhos das salas de investigações, donde se pode enxergar através do lado escuro, mas não pelo outro espelhado - esteja sendo vigiado pelos espíritos dos mortos, que se riem das minhas mazelas infantis, dos meus gozos pueris, da minha ineficiência e incapacidade de abarcar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vou te esquecer novamente...  e depois voltar à carga, feito um bisonte ensandecido.  então você me pega pelos cornos, enquanto eu t&lt;a href="http://www.exercito.gov.br/VO/186/img/glmfcif1.jpg"&gt;e lanço ao ar, an&lt;/a&gt;tes de rasgar teu ventre.  daí ficamos assim, ao relento, esperando os corvos, ambos satisfeitos e sorridentes - gengivas à m&lt;a href="http://www.enriquecoria.com.ar/ternero1.gif"&gt;ostra, lábios esped&lt;/a&gt;açados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;feito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;como hoje, esta manhã aqui em casa estava particularmente enevoada (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;megaton_nero&lt;/span&gt;, 2006: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;any rights reserved&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-115444973791512691?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/115444973791512691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=115444973791512691&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115444973791512691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115444973791512691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/08/porque-quando-acordei-as-nuvens-ainda.html' title='Porque quando acordei as nuvens ainda navegavam, pesarosas naus de ícaros alienados. E porque me fiz de pé agora esqueço e sento novamente, e despisto'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-115290841526578721</id><published>2006-07-14T11:18:00.000-09:00</published><updated>2006-07-26T16:53:57.960-09:00</updated><title type='text'>Valentino Revive</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/1600/um-passado-a-revelar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/200/um-passado-a-revelar.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-115290841526578721?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/115290841526578721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=115290841526578721&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115290841526578721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115290841526578721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/07/valentino-revive.html' title='Valentino Revive'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-115208759822029428</id><published>2006-07-05T05:16:00.000-09:00</published><updated>2006-07-05T01:37:39.560-09:00</updated><title type='text'>Jasmine Tea Break</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;daqui não prometo nada; daqui prometo a memória vacilante.  daqui me lanço, aqui me posto, me publico; donde estou, se para cá não vim?  mas estou, ainda assim, queira como quero, queira expirante:  sublime é a decomposição visual das cores, é o amarfanhar de alguns rumores, e o incerto com que ganhamos o mundo  - todos os dias de manhã chuvosa e malencarada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a você, que me escuta no seu radinho, que se escuta com devoção e capitaneia esforços em minutear diante da tela fria, você que se esforça cotidianamente em derivar - essa rebeldia silenciosa à natureza do concreto e do aço que julgam nos imprimir suas rotinas mitômanas - e sente o coração pulsando e crê que ganhou alguma brevidade de emoção pardacenta e melancólica, se defronta com o relógio que te empurra os flancos com vagarosa e determinada insistência... ao chão.  a você, que luta inconscientemente por um mundo onde a inércia não seja um fim, mas o meio em que todos estejamos absorvidos e radiantes, e onde a música dos ponteiros possa enfim desaparecer.  a você, enfim, que do fim pouco sabe, do nada supõe, de tudo se esquiva e de si espera apenas a coragem necessária para quando te chamarem solenemente pelo nome, te florirem e lavarem no sal dos olhos, despejarem na umidade dos infernos palmejantes e assim sendo dar conta de que, afinal, chegou a última cena:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um momento de repouso à razão, efêmero e volátil como sói ser &lt;a href="http://cleptocronia.blogspot.com/2005_09_10_cleptocronia_archive.html"&gt;Improváveis Efemérides&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-115208759822029428?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/115208759822029428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=115208759822029428&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115208759822029428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115208759822029428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/07/jasmine-tea-break.html' title='Jasmine Tea Break'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-115206206055541855</id><published>2006-07-04T22:10:00.000-09:00</published><updated>2006-07-05T17:22:09.833-09:00</updated><title type='text'>'Tarantinesca' (inédito! ...e recuperado)</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;aqui publico o conto de um amigo meu, que há muito estava perdido (o conto, não o amigo: vejo-o todo dia, e ele, como se soubesse, me retorna o olhar no exato instante em que o atinjo, visual.  costuma também &lt;span style="font-size:100%;"&gt;macaquear-me os movimentos, e tem a pachorra de fazê-lo sempre invertido, o sacana).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a dizer ainda: somente que chamo de "conto" por não saber como classificá-lo, ao certo.   fica ao seu encargo, leitor, reclamar o que falta (e falta tudo: é nada mais que um improviso literário, um exercício de imaginação diante de uma 'cena-clímax', onde se entra de supetão e se deixa antes do fim.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao seu sabor, deixo-os com 'Tarantinesca', produção de meados de 2002 (por favor, não notem o bolor).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;pre style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;blockquote&gt;Vacilei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o instante era justo, preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas nada parecia encaixar, as fotos no chão, o lustre arrancado, o fio&lt;br /&gt;envolto em sangue envolto ao pescoço da bela jovem, longe já o último&lt;br /&gt;fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(som de tambores no corredor.  a porta era o próximo passo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escondi a arma e pulei o balcão.  cáspita!  o pé resvalou no precipício&lt;br /&gt;iluminado da cidade.  devia ser a coca, aquele canalha do Federico,&lt;br /&gt;aquele animal injetara coca na minha veia, mas estava dopado e o sangue&lt;br /&gt;brotara líquido pela mesa e o Dr. Nikos não gostava de ver sujarem seu&lt;br /&gt;belo inferninho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esgueirei-me no quanto pude pelo parapeito, na quina eu teria de&lt;br /&gt;saltar, que se ferrasse se eu tinha as duas pernas baleadas e um tijolo&lt;br /&gt;no bolso, mais um passo, e a gente ia ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a frente estava toda tomada pelos macacos do Dr. Nikos.  ..sem um tiro,&lt;br /&gt;entendem? sem espalhafato. tragam-no aqui.  mas tudo na calada! sem&lt;br /&gt;tiros, sem espalhafato.  ou alguém vai tomar depois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu tinha de pensar rápido, mas Louise com a cesta ainda ecoava por&lt;br /&gt;algum corte na minha cabeça, talvez o encanamento exposto das calhas,&lt;br /&gt;talvez apenas um apoio para alcançar os vidros do andar inferior,&lt;br /&gt;Louise, os olhos no último esgar mirando o teto... é, talvez os canos&lt;br /&gt;agüentassem.  alguns helicópteros vinham dar com as luzes no peitoril&lt;br /&gt;do oitavo; eu então quase no sexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas o som dos tambores agora tilintava munição pesada, e entrar não&lt;br /&gt;parecia uma boa idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o salto!  e o edifício já era quase irrealidade, figura a mais no&lt;br /&gt;recorte perdido de uma periferia urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;caí com tudo, rolei sem conseguir agarrar (som de pianola pelas telhas)&lt;br /&gt;os dedos procurando, o telhado sumindo sob o corpo e o sangue&lt;br /&gt;gelatinoso, quase graxa, quase enferrujado no resto de camisa, os dedos&lt;br /&gt;procurando, via o céu crescendo pra trás, as antenas mais longe, os&lt;br /&gt;dedos, merda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vazei no espaço.  torpor.  achei um cabo no aquário do vazio, agarrei&lt;br /&gt;o cabo com a fé dos dedos sujos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do cabo sem pensar ainda em queda até o mastro da fachada, do outdoor&lt;br /&gt;de neon, aquelas coisinhas que torram em vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já podia avaliar meu estado: por um braço estendido sobre a cabeça,&lt;br /&gt;pendular sangrando como uma penosa `as vésperas do Ano Bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dali enxergava as costas dum figura no quarto barato da pensão em&lt;br /&gt;frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um dedo escapou.  em vão dei ordens para alcançar o cabo. estava&lt;br /&gt;insensível aos meus apelos.  a mão toda ameaçava amotinar-se contra&lt;br /&gt;mim.  o chão girava, longe e oscilante.  escorreguei sem esforço até&lt;br /&gt;uma janela mais lúcida e mergulhei com os pés chapados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o estouro soou fraco.  na sala da senhora com a xícara e o gato eu me&lt;br /&gt;desfiz dos poucos estilhaços que trazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meus olhos procuraram mecanicamente pela porta.  logo, eu varava os&lt;br /&gt;corredores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;descer, sempre descer, descer até o inferno, dar de cara com os gorilas&lt;br /&gt;do grego imundo e pôr um fim nisso tudo. vi num flash a cara lambuzada&lt;br /&gt;de Federico, lance antes da queda forte, meu punho mirou certo a massa&lt;br /&gt;de meu algoz, agora inerte num canto do quarto com as fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sorri, nem sei de quê.  neura, nervo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;descer (as luzes apagadas), descer tateando no breu que dava acesso aos&lt;br /&gt;fundos; dei na porta de serviço.  após, a liberdade.  após, o talho&lt;br /&gt;fresco que liqüidaria o gringo e vingaria de vez por todas tudo o que&lt;br /&gt;fizera com Louise.  era pra pegar no pulo, na mão.  chegar de manso,&lt;br /&gt;sorrateiro.  o chefe não o conhecia... mas depois seria mais fácil&lt;br /&gt;respirar. ou então seria apenas o começo de mais um longo e exasperante&lt;br /&gt;capítulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;puxei o pouco da atmosfera fétida que me cabia no peito.  mas não podia&lt;br /&gt;capitular agora.  eles estavam em maioria.  mas era tudo ou nada.  a&lt;br /&gt;respiração dificultada, marcas pelas paredes que iam sumindo no negrume&lt;br /&gt;da noite dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enfiei o pé na porta, dava pra um pátio largo, muros altos, saída a&lt;br /&gt;esquerda, por um corredor estreito. única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seguia os pés sem convicção, até que o silêncio me estranhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;logo, o som de tambores.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(improviso sem revisão)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martin Montenegro.&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-115206206055541855?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/115206206055541855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=115206206055541855&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115206206055541855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115206206055541855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/07/tarantinesca-indito-e-recuperado.html' title='&apos;Tarantinesca&apos; (inédito! ...e recuperado)'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-115198363660403773</id><published>2006-07-03T18:15:00.000-09:00</published><updated>2006-07-03T18:33:55.556-09:00</updated><title type='text'>...Parecido Com Quem?!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/1600/62%20%28rosto%20pb%29OK%20crop.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/320/62%20%28rosto%20pb%29OK%20crop.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta é a minha foto - por rara que seja, nestas páginas - sem tirar nem pôr.  É verdade que  o leve tratamento em Photoshop para transformá-la em imagem P&amp;B acabou por ELIMINAR alguns traços importantes do meu rosto, como as linhas ao redor do nariz, entre outros.  Mas foi, enfim, a imagem que me transformou de um joão-ninguém em um "sósia" de ninguém menos que &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mike_Oldfield"&gt;Mike Oldfied&lt;/a&gt; (? - com 70% de "parecência") e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Salma_Hayek"&gt;Salma Hayek&lt;/a&gt; (?! - liderando o ranking geral, com 73% de... similaridade? ), ao lado de algumas outros pseudo-clones meus (Bjork, etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer se sentir um perfeito "Mil-Faces" ?  Consulte os computadores da '&lt;a href="http://www.myheritage.com/FP/Company/faceRecognitionFlash.php?s=1&amp;amp;u=g0&amp;lang=EN&amp;amp;database=1&amp;temp=ab8d9a442vwx2z04&amp;amp;server=Server15&amp;startYear=1800&amp;amp;endYear=2005"&gt;My Heritage Face Recognition&lt;/a&gt;', e viva seu instante de fama - pessoal, intransferível, e... nonsense.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-115198363660403773?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/115198363660403773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=115198363660403773&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115198363660403773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115198363660403773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/07/parecido-com-quem.html' title='...Parecido Com Quem?!'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-115093820993664085</id><published>2006-06-21T22:00:00.000-09:00</published><updated>2006-07-01T16:31:29.236-09:00</updated><title type='text'>O Rei Morreu: Viva O Rei!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/1600/Claude%20Monet%20-%20Les%20Nympheas%20Blanc.2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/200/Claude%20Monet%20-%20Les%20Nympheas%20Blanc.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dos dias, o sinal se nota&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Levo a parede pelas costas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No canto há uma criança morta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meu sangue pulsa sem resposta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(A vida é assim mesmo: farta)”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;: há exatos 04 anos, esse era o fim de mais uma história que a carne viveu...&lt;br /&gt;mas também no específico dia de hoje tenho novos brotos, digo, novas árvores a comemorar - pelas floradas, pelos frutos doces e maduros, algo ácidos: mas afinal, que seria da juventude sem a 'citricidade' típica?  e juventude é, afinal, tudo que posso esperar, para sempre, dos amores que brotam dessa senda, desse pomar, desse jardim dos prazeres, do prazer de viver e marcar de novo a mesma carne - minha memória fervente aos toques do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à ninfa dos meus sonhos (e da minha vida), que hoje me alimenta o espírito e a carne, meus melhores pensamentos e intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ilustração: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les Nympheas Blanc&lt;/span&gt;", de &lt;a href="http://www.kahlil.org/monetgallery.html"&gt;Claude Monet &lt;/a&gt;(1918?)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-115093820993664085?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/115093820993664085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=115093820993664085&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115093820993664085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115093820993664085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/06/o-rei-morreu-viva-o-rei.html' title='O Rei Morreu: Viva O Rei!'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-115070392497409114</id><published>2006-06-20T16:25:00.000-09:00</published><updated>2006-06-22T05:42:28.223-09:00</updated><title type='text'>Cartas Jamais Escritas – Re:</title><content type='html'>tudo é evidente neste jogo (e o jogo está evidente em tudo): basta atentar para a própria existência para constatar que o ‘nada’ é um relance poético da memória autônoma em você.  mas não, não vale à pena lutar contra ela.  pois qualquer que seja o resultado, a teoria dos jogos valerá em ter previsto infelizes soluções: um homem sem memória é alguém que apenas nasce, a memória sem o homem é um vago esgar de morte, perene.  no mais, experimentamos a suspeitável sensação de construir uma vida, um caminho, uma sequência de experiências mais ou menos bem-sucedidas, com começo determinado, um meio mal explicado, um fim hipotético.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/1600/1689_any_manetta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/400/1689_any_manetta.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;mas talvez pensar que “perder é conquistar a certeza de voltar ao ponto zero, ganhar é iludir-se em dar o primeiro passo” nos traga de volta a dimensão do problema.  o quanto estamos preparados, quando a hora chega?  para tudo, estaremos sempre no ponto zero.  e sempre vivos: a memória não é rival, é cúmplice.  por saber que o ditado é velho é que não esqueceste a primeira, nem a segunda vez – a memória nunca poderá derrotar-te, e o ponto zero nunca é igual  (ou é todas as infinitas possibilidades: o universo em si mesmo)…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a saber: o círculo não é redondo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abraços,&lt;br /&gt;Megaton Nero.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;foto por &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/anymanetta/"&gt;Any Manetta&lt;/a&gt;, via Flickr:Public Domain&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-115070392497409114?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/115070392497409114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=115070392497409114&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115070392497409114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115070392497409114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/06/cartas-jamais-escritas-re.html' title='Cartas Jamais Escritas – Re:'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-115070222496971963</id><published>2006-06-19T04:22:00.000-09:00</published><updated>2006-06-22T14:05:54.976-09:00</updated><title type='text'>Cartas Jamais Escritas - Preâmbulo</title><content type='html'>escrevi-lhe a respeito de minha memória nebulosa, do medo que tenho de tornar-me um alheio, um transeunte, tão logo este funesto aparar dos fatos se torne um aparar do tempo, dos sentidos, do horizonte.  poderei ainda ser eu, sem distar do longe e sequer do perto, sem preencher limites palpáveis, um corpo, um crânio, o ardor de ser quem sou?&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/1600/1685_any_manetta.2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/400/1685_any_manetta.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;já não tenho certeza.  e repensar o caso é encurtar a corda, pois a memória falha da palavra mesma não reproduz – antes recria – o recém proferido, e o faz ecoar – sem arestas, sem respiros, sem virgular – uma dezena e mais de vezes; e o pensar fica pequeno, as idéias desprovidas do afã, é tudo gasto, repisado, revisto.  fico sem saber se é a enésima vez (ou enésima primeira?) que descubro o mesmo velho ditado, que me retorço à mesma (?) velha piada.  o mesmo velho sol perde altitude, perde cor; porque nasce todo dia é que não é mais mais sol, não é nada: talvez apenas um eco caricato da estrela que, no dia primevo de minha consciência de mundo, riscou no céu um caminho ao poente.  serei nada então, quando as brumas do descompasso engolfarem minha noção de tempo, de espaço, de espelho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no enquanto, sou a memória viva dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;um abraço,&lt;br /&gt;A.Montenegro&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;foto por &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.flickr.com/photos/anymanetta/"&gt;Any Manetta&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, via Flickr:Public Domain.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-115070222496971963?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/115070222496971963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=115070222496971963&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115070222496971963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/115070222496971963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/06/cartas-jamais-escritas-prembulo.html' title='Cartas Jamais Escritas - Preâmbulo'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-114843709381162427</id><published>2006-05-23T23:16:00.000-09:00</published><updated>2006-06-12T22:14:27.240-09:00</updated><title type='text'>Cap. 7º - Onde Se Versa Sobre 'Primal Scream' Não Ser Pra Qualquer Um</title><content type='html'>...só pra insistir mais um pouco: os outros tem "personal style".  Monk tem "primal scream".  pronto!  falei.  pensei nisso uns dias atrás. agora deixa pra lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e porque gostar do torto, do desalinhado, do febril enviesado? porque lá existe rebeldia, nem que seja apenas um buraco negro faminto no espaço, engolindo a força de gigantes vermelhas e anãs albinas como um potente ralo dimensional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é aí que entra o filme de aberrações do Tod Browning, falando justamente de anões e gigantes - nos quais se a estética não convida ao saborear visual, sequer tátil, têm na grandeza de aspirações sua valia de heróis (mais-que-humanos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e porque não tenho mais tempo para perder com 'A Construção do Mundo', mas sim apenas com amenidades artificiosas, e o livre e inconseqüente consumo - que se realiza no ato em si - não posso me sensibilizar com as 'trivialidades' de uma Natureza desgovernada: grandes avalanches, novas atlântidas continentais, enormes liquidificadores de vento que arrasam as planícies por onde erram: nada mais me impacta.  Mas talvez o último filme de ação impossível lançado nas telas grandes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fica pelo chão as marcas que areia nenhuma há de cobrir:  minha 'linha-de-mundo' que atravessa - desavergonhadamente - o caminho são e vaticinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...e agora volto ao miolo da fuligem espessa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-114843709381162427?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/114843709381162427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=114843709381162427&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/114843709381162427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/114843709381162427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/05/cap-7-onde-se-versa-sobre-primal.html' title='Cap. 7º - Onde Se Versa Sobre &apos;Primal Scream&apos; Não Ser Pra Qualquer Um'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-114792352890202760</id><published>2006-05-18T00:29:00.000-09:00</published><updated>2006-05-17T18:42:17.340-09:00</updated><title type='text'>Cap. 6º - Onde se conta uma só história - em dois tempos</title><content type='html'>e porque me sinto às vezes como um animal irrefreável, um touro enjaulado, prestes a ser lançado na arena, é que estranho - verdade seja dita - como isso ainda não despertou uma figura "minotáurica" no meu espelho, quando com ele componho nosso face-to-face, toda manhã.  verdade que nem mesmo posso evocar a falta de substância que me cerca, como exemplo de possível desvirtuamento, isso lá é.  substância tem sido um capricho que meu bem querer tem tomado em sua atenção de honra, então seria eu, gritando, na cajadada desferida contra o próprio pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não, não, não.  resta a mão estendida à bolachada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há dias em que perco o fio. este novelo só consegui desatar hoje, 3 dias após o início deste novo capítulo - modo como resolvi chamar esses monólogos sem pé nem cabeça que aqui apresento ao saborear alheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acabo de ver Monk tocando a minha (e de muitos) preferida: 'Round Midnight.  Ele com o quarteto, numa gravação que deve ter pelo menos umas 2 idades minhas, mas que permanece vanguarda pura, na essência.  E, por outro lado, extremamente formal: certos valores o barbudo nunca abandonou.  nem eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/1600/underground.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/400/underground.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;queria entrar, nesta noite, no barracão com Thelonious e as granadas sobre o piano, o general amordaçado num canto e  aquela simpática vaca de presépio ao fundo.  queria ir fundo na sua música, chorar com ela, dançar como ele.  queria sentir o gosto do carvalho nos vinhos, e de framboesa, de baunilha, de madeiras mais exóticas e frutas menos conhecidas.  ouvir a música que só os físicos ouvem, com suas composições de universos possíveis.  queria, na verdade, comungar com o espírito dos naufragados: todos os homens que deram suas vidas pela arte, pelas ciências, por honrar o dom a que nem centenas de enormes parabólicas, voltadas às profundezas gélidas do espaço exterior - ininterruptamente - conseguiram encontrar eco: a inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dentre tudo que ocupa espaço e perfaz significação aqui, nessa dimensão, só nós podemos ouvir e compreender a Verdade. e isso diz tudo (agora vou voltar ao Monk, presente da Melissa-de-Itapuã a este inveterado amante dos deslocamentos complexos do ar).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-114792352890202760?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/114792352890202760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=114792352890202760&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/114792352890202760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/114792352890202760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/05/cap-6-onde-se-conta-uma-s-histria-em.html' title='Cap. 6º - Onde se conta uma só história - em dois tempos'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-114759075663493931</id><published>2006-05-14T04:08:00.000-09:00</published><updated>2006-05-13T22:12:36.646-09:00</updated><title type='text'>Cap. 5º - Que diz ainda estarmos no caminho certo</title><content type='html'>há um repente que dói, mais que o espaldar das cadeiras.  é a música sangrenta, odiosa e vil, e provoca rebentos em meus olhos aguadecidos.  a música não enjoa, transpira a minh'alma derradeira, de gente que me faço agora.  queria ser tronco, ser furo - ou não ser:  que sentir o peso dos olhos sobre meu cadáver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;é difícil percorrer as ruas assim, sem braços.  sem rosto.  porque na rua a gente anda de encontrões, se arremessa diante dos transeuntes, dos elefantes de aço que cospem fumaça.  na rua, o silêncio é vazio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;lacerantes violinos ainda me atormentam, a prestações.  fujo de mim mesmo - para eu em mim: como o rato desinfecto que galga a roda rangente de sua gaiola. orgulhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;isso pra não dizer que sinto, de verdade, cada grito ancestral que se encerra em meu sobrenome, cada reticência das ervas que me são servis e caladas cumprem com sua função.  ...a obediência também leva ao Paraíso.  e elas hão de ter o delas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-114759075663493931?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/114759075663493931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=114759075663493931&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/114759075663493931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/114759075663493931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/05/cap-5-que-diz-ainda-estarmos-no.html' title='Cap. 5º - Que diz ainda estarmos no caminho certo'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-114753996418328064</id><published>2006-05-13T14:01:00.001-09:00</published><updated>2006-05-16T05:56:38.636-09:00</updated><title type='text'>Cap. 4º - Da necessidade de ser visto</title><content type='html'>eu deveria escrever sobre a felicidade de escrever - pura e simplesmente assim, mesmo - pela alegria de desopilar o fígado e os rins de lambuja, sei lá por qual via, isso é o que menos importa. escrever é o que importa.  pois escrever é pragmatismo puro; escrever é contundente, exato e preciso.   viver não é preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;apontar os dedos sujos não é a mesma coisa, mas é o que fazem os pequenos megalômanos de hoje: turba desgovernada, isso sim.  menos construções e mais desordem.  ces't la vie.  ossos do ofício, ainda posso dizer...  mas que ninguém me interrompa quando a seleção pisar no gramado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas, falando de novo sobre o viver impreciso (e o alinhavar palavras com exatidão), eu... na verdade já estava no "menos construções"... então, que seja: (essa eu vou escrever acompanhado de um pop tex-mex qu'está fazendo relativo sucesso entre a comunidad latina. só confete...)  viveremos o dia em que nem os imensos monolitos nem as torres de vidro fincarão suas bases sobre o chão que pisamos?  será verdade que Nova Iorque virará um grande deserto, cheio de motoqueiros, lagartos e garotas vestidas apenas com tiras de couro? que futuro atemorizante nos espera? onde nos esconderemos, em que bunkers, que abrigos? oh, Mundo Cruel! que legado nos deixa, a que vilania nos obriga..?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-114753996418328064?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/114753996418328064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=114753996418328064&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/114753996418328064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/114753996418328064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/05/cap-4-da-necessidade-de-ser-visto_13.html' title='Cap. 4º - Da necessidade de ser visto'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-114747790603038693</id><published>2006-05-12T20:49:00.000-09:00</published><updated>2006-05-12T14:51:46.040-09:00</updated><title type='text'>Cap. 3º - No qual se explica porque o circo não pode parar (de queimar)</title><content type='html'>(começo esfregando as mãos, pela terceira vez.   cada vez que tudo desliga é um improviso a menos, uma aquecida a menos.  o riso, na 30ª, nem força de expressão é: ...é cãibra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...perdi.  as palavras, para sempre.  ainda lembro de uma ou outra, mas o todo, o significado aleatório que tanto me custa, esse me foi perdido, me foi roubado, foi suspenso.  que mão poderosa é essa que me tolhe de conspirar aqui, alhures..??  em que tribunal hei de resgatar, dia quiçá, esses disformes esgares de humanidade?  porque, sim!  eles me pertencem:  a forma errática, o mal necessário, o vagar entre-letras que me transforma, sendo eu mesmo, em outro nada igual: um pária da lógica e do linear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;assim se faça!  onde quer que esteja pensarei em você, porque me disse. mas vamos às palavras, se é que ainda trago alguma no bolso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"o homem germina cego e mal-amado no seio da noite escura." (ou seria: "o corpo, como uma planta, cresce em direção à luz"?)&lt;br /&gt;e também:&lt;br /&gt;"mas o vento, os besouros e os cupins o nutrem de espaços e falhas, tumores e falhas, principalmente.  e ele se retorce(...) viciante.   (...) por que atear fagulhas à chama d'O que sempre o Amou?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;versei sobre a conquista do "errático, aleatório" que nos torna menos iluminados, mais próximos da terra que nos gerou (?).   Terra anciã, essa mãe austera e selvagem.  dizem que no fundo ela canta, chamando todos os seus de volta.  soa como um sussurro, soa como muitas mil vozes dissonantes que se encontrassem e se amparassem, mutuamente.  a grande lição.  comovente (e em Lá).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa partida foi um oferecimento do sr. e sra.  Lumes d' Vidro, ele pelo seu aluar de ouro (40W/127V), ela pelo bailar de morte - torrando o gordo abdôme no cristal do sr. Lumes.  ah!, o amor...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-114747790603038693?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/114747790603038693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=114747790603038693&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/114747790603038693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/114747790603038693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/05/cap-3-no-qual-se-explica-porque-o.html' title='Cap. 3º - No qual se explica porque o circo não pode parar (de queimar)'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-114731732295281206</id><published>2006-05-11T00:13:00.000-09:00</published><updated>2006-05-10T18:16:46.460-09:00</updated><title type='text'>Cap. 2º - Onde se espera que nada mais aconteça</title><content type='html'>cada vez mais frio: é hora de ensaiar mais um pouco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o breu lá fora é como uma enorme parede negra. como muros que cerrassem minhas janelas, como estar soterrado no ar enfumaçado, no escuro do futuro, do tempo incerto que corre veloz contra os meteoros e discos.  todos estão fugindo do caos iminente, galáxias em formação se separam rumo o infinito de solidão e desesperança.  mas ainda há de passar essa maré, tudo se voltará para dentro, como um cobertor que se volta sobre si mesmo, como alguém com frio que se enrola no meio da noite, e volta a entreabrir os lábios sobre o lençol; e nesse cobrir levasse todo universo a se cumprimentar uma última e centrifugante vez.  é o sono de Deus que nos envolve, o mesmo sonho iluminado que nos criou e mantém.  e todos, sem exceção de partícula alguma, de gelo ou minério bruto, nos fundiríamos num ponto qualquer, um centro qualquer - donde partir, repovoar e reconstruir outro Universo seria mister, seria urgente, seria irreversível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;penso no dia em que não mais estenderei os dedos para te lançar oferendas. sequer conjurar improvisos e desvios.  serei eu mesmo, quase fetal, os braços cruzados sobre o peito (ninguém diria coisa dessas), com o pó conjugando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lembro da amarelinha de Cortázar: ele dizia de formigas e um tipo simiesco que se perdia em observá-las. nem sei ao certo seu nome, mas poderia chamar-se como o livro que ainda hei de escrever, um dia.  "Heart Shell", eis o nome.  Porque o inseto leva sua vidinha tatibitate, canhestra, com entrega inédita e quase imprudente.  Mas o hominídeo..!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sei que o vento levará também estas.  Então bocejo, pestanejo - e me calo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-114731732295281206?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/114731732295281206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=114731732295281206&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/114731732295281206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/114731732295281206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/05/cap-2-onde-se-espera-que-nada-mais.html' title='Cap. 2º - Onde se espera que nada mais aconteça'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-114723785897826338</id><published>2006-05-10T02:12:00.000-09:00</published><updated>2006-05-12T14:59:54.683-09:00</updated><title type='text'>Parágrafo Único:</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/1600/heartshell.1.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/320/heartshell.0.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;       onde mora o coração do Homem, ali também está o seu tesouro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-114723785897826338?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/114723785897826338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=114723785897826338&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/114723785897826338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/114723785897826338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/05/pargrafo-nico.html' title='Parágrafo Único:'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-114723371008500532</id><published>2006-05-10T01:00:00.000-09:00</published><updated>2006-05-09T19:01:50.100-09:00</updated><title type='text'>Cap.1º - Onde se trata do desaparecimento da palavra</title><content type='html'>... é quando sinto que suas (minhas) respostas superam as minhas (minhas) perguntas. &lt;span class="fullpost"&gt; e vai além, não deixam brecha.  por que, afinal, eu procuraria outra coisa? engraçado.  e o ato de escrever perde sentido, porque sempre mascarante, mascarador.  e por pensar nas teclas a teclar eu esqueço o que penso, ou pensava. e me preocupo em apertar os botões. juntar as duas coisas passa a ser a meta a alcançar, o ponto e objetivo a ser batido. pensar sem parar, teclar sem titubear.  eu estava pensando na história do Chandra, em como... preciso tomar um chá. já volto... (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... aproveitei pra dar uma mijada. caramba! esse frio da alta madrugada congela os ossos. só as pontas dos dedos se mexem convincentemente.  o resto adormece, se não dormita, verdade, em estado de semi-hibernação.  chá quente à mão, ávido por teclar imprudente, volto ao computador, onde Kronos Quartet é sempre uma boa companhia, nessas horas frias e solitárias.   mas isso ainda vai ganhar corpo, vou cortar um monte, então não me preocupo com as beiradas possíveis. tudo isso é lixo, mas do lixo tirarei a vida que me constrói, seus enigmas decifrados, suas chaves para um vislumbrar mais depurado de mim mesmo.  se é o que quero dizer, mas acho mesmo que não. tudo é teatro, eu sou teatral. patético.  o chá ainda está muito quente. mas isso é informação inútil, e depois será podada. ao menos eu exercito os dedos sem culpa. sei que sou 20% descartável, ao menos. deixem que então eu 'expila' esse quinto prolixo.  esquentar as mãos no chá, na caneca de chá, ainda é uma arte, desde e antes que eu a descrevesse a uma obtusa garota, num e-mail, uns 4 anos atrás, apaixonado que estava por suas covinhas ladeando o sorriso lacônico e uma difusa pinta que minha mente, nesses tempos últimos, fez por duvidar da existência - mas que, se é veraz, ainda está lá, caindo pelo canto do lábio, à direita do coração.   depois descobri que o sorriso era um cacoete, não uma inteligência, e desanuviei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas eu dizia do Chandra.  Ele corre atrás do deus da Lua pelas vielas de seu vilarejo, mas o deus cavalga em sua "biga", ou coisa que o valha, e está sempre à frente, sendo puxado por dez velozes cavalos, que mais parecem raios de luar (sua charrete/ carruagem/ biga é a própria Lua!), e ele os chicoteia, quase alçando vôo.  e quando Chandra tenta alcançá-los, consegue agarrar o vespeiro onde o deus prendera o luar que carregava a sabedoria das coisas da infância, deste reino, estado de espírito que é a infância. ou alguma coisa assim, bem abstrata - mas que deve parecer simples e concreta.  terrível, ando pensando nisso há meses. mas vamos lá.  então o menino tem o vespeiro nas mãos, que - novo! - o deus iria levar para casa, mas não viu que deixara pra trás na fuga, de volta para sua "morada".  é lua nova, os mortos podem falar com Chandra, assim que ele atravessa os portões da cidadela, e indicam o caminho a seguir.  Chandra caminha em direção à floresta, e às suas entradas, ouve as cigarras que tentarão seduzi-lo para devorar seu cérebro, pensando que se trata de uma raiz, um cerne de madeira podre.  Chandra não sabe mais se identificar, não sabe que é um menino, menos ainda que está em busca de sua identidade, e nem seu nome.  é nessa condição que as cigarras tentam atacá-lo, mas ele se apavora, e alguns tigres o ouvem, quando passam por perto (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;isso me lembra de outro trecho que talvez coloque no "Pseudo": os ratos que invadem a cabeça das pessoas pelos ouvidos ou pelas narinas, enquanto essas dormem, e ali se instalam, devorando o cérebro, lenta e gradualmente.   os ratos são portadores de um vírus mortal: a curiosidade.  basta que alguém seja "invadido" por um destes roedores, e começa a fazer perguntas e mais perguntas.  até que um dia morra de curiosidade, se esta não for satisfeita.  o que acontece é que a informação incha o cérebro, e sufoca o rato, que precisa de espaço pra sobreviver, por isso rói o cérebro - a "informação" - que ali encontra.  a pessoa que está hospedando o roedor começa fazendo perguntas, inicialmente. depois vai perdendo o conhecimento de mundo, das coisas, do tempo e do espaço.  e termina sem saber de nada, com a cabeça vazia. à beira da morte, já não faz perguntas, sequer tem voz.  apenas gemidos e choros mastigados.  rói objetos e alimentos crus, e qualquer coisa que se lhe der nas mãos.  depois que cai ao chão, só vegeta, até o fim.  vai ficando verde, depois ocre, depois vira terra, e seu coração se transforma numa raiz fértil, uma batata-doce, talvez.  os piores viram mandioca selvagem.  alguns ainda tem a sorte de virarem mandioquinha, e já ouvi casos de curiosos mortos que viraram amendoim, com as sementes se espalhando pela superfície antes do tempo, todos bicados e espicaçados pelos pássaros gigantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;queria ver você lá. esse jazz , e algumas garotas em cima do balcão, sinuosas dançarinas. uns trouxas enrubrecidos de alcohol, e só. já vai fechar, as cadeiras estão em cima das mesas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora vou dormir. só vou deixar acabar essa do Thelonious Monk, e vou. só mais essa, é pra valer. que eu já estou caindo em cima do teclado, e revirando mais que erva do diabo - nunca mais como a carne com abóbora que a Sandra faz!  esse abajur até que funciona, é bacana.  mas tudo se ilumina: agora tenho um bom palpite...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-114723371008500532?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/114723371008500532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=114723371008500532&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/114723371008500532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/114723371008500532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2006/05/cap1-onde-se-trata-do-desaparecimento.html' title='Cap.1º - Onde se trata do desaparecimento da palavra'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-112693293385965902</id><published>2005-09-17T01:56:00.000-09:00</published><updated>2006-07-05T01:32:56.006-09:00</updated><title type='text'>martian hotspot</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/1600/cha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5889/1448/400/cha.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O vento nos fará areia&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;E o concreto tornar-se-á areia&lt;/span&gt;&lt;span class="fullpost"&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;E o aço das estruturas se corroerá em areia&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Tão logo meus olhos se embotem&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Semi-cerrados de deserto”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Viaduto do Chá, Centro de São Paulo, SP.  Foto de &lt;a href="http://www2.uol.com.br/animae/fotogrfs/mascaro/mascaro.htm"&gt;Cristiano Mascaro&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-112693293385965902?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/112693293385965902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=112693293385965902&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112693293385965902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112693293385965902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2005/09/martian-hotspot.html' title='martian hotspot'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-112598973728758930</id><published>2005-09-16T03:54:00.000-09:00</published><updated>2006-07-05T00:16:18.856-09:00</updated><title type='text'>Trégua</title><content type='html'>quero trégua.  fujo, vago, tenho a língua sêca.  sinto faltas, impotência, desilusão.  afasia.  torpor.  ócio.  os pulmões tomados de peso.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escrever é realmente árduo.  nunca vai sair do jeito certo - e eu já estou mais velho que meu avô; na verdade somos todos mais velhos, cada vez mais, pois o tempo se acelera cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minha infância deve ter se perdido n'algum porão inominável.  a criança que desce as escadas no escuro e não volta nunca mais.  um dia vou encontrá-la numa garrafa velha.  talvez aproveite para trocar a rolha.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entra-me uma insolação na horizontal do fim de tarde, mais não consigo imaginar.  preencher as linhas é tedioso - pior para mim mesmo, dormir nunca amenizará as dores latentes, o olhar de Caim que trago comigo desde a mais tenra consciência.  pensar dói - é sempre impreciso.  e como é cruel desprezar o próprio erro!  não somos complacentes conosco nunca.  por que o seríamos com os outros, então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nós pensamos e morremos - morreremos - de tanto pensar, e por pensar criamos a guerra, para vencer a dor por princípio homeopático - simila similibus curantur - e ganhar a paz por exaustão.    a guerra nos derrotará a todos - nós e os princípios - seja qual lado for onde estivermos.    guerra é vício.  é inevitável.  daí a afasia, o torpor.  a impotência de não conseguir deter os punhos antes que espirrem os rubros suores do cristo que desprezo no meu inimigo pior:  eu mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family: webdings;"&gt;&lt;br /&gt;w w w w w w&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;há uma mulher em mim, uma mulher que mostra as canelas e lança os olhares cobiçosos para o mundo, para a superficialidade revolta das novidades mesquinhas do mundo.  ela ri, atônita com a própria inexplicação.  ela gera uma idéia vaga de si mesma; gera-se como a um rei na barriga; o rei é filho deste corpo sinuoso e herege - e ela comprime as unhas contra os seios magros.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há um homem em mim, esse que ainda dorme um olho dentro de si, pensante e cético - tudo tão lógico, tão factível - e há o outro olho, violento e dominador, gato ou cão que joga o jogo do poder.  mas nunca pôde nada, não pode agora e talvez nem mesmo sua casa tenha endereço certo, pois seus músculos não construíram paredes quando podiam - o olho sonado enjaulou-os como a um psicótico minotauro, e eles ferem a própria consciência, como foices num quarto escuro, dilapidando-se todos os dedos de ambas as muitas mãos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu compasso é de outrora, então chamo pela consumição - esta que nunca virá - e empalideço com o algoz do outro lado do espelho, multiplicado ao infinito.  ele me retribui o sorriso.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vou apodrecer como Dorian Gray, cercado das mentiras que escrevem minha gloriosa história aos olhos crédulos que imagino arrogantemente cativar.    ou um dia, como Crusoé, encontre a felicidade na ilha de mim-mesmo com Deus, a sós eu e Ele.    Será numa sexta-feira. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-112598973728758930?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/112598973728758930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=112598973728758930&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598973728758930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598973728758930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2005/09/trgua.html' title='Trégua'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-112598947474780115</id><published>2005-09-15T03:52:00.000-09:00</published><updated>2006-07-04T23:51:42.656-09:00</updated><title type='text'>ELA NÃO PODIA EVITAR</title><content type='html'>Ela estava sentada no escuro da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhava fixo para o quadro atrás da mesa de jantar, onde os poucos reflexos da rua morriam, na penumbra das cores incertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vagalhões eram enormes pinceladas, obtusas e disformes, como se a poesia ali nascesse por acaso de um fortuito e insuspeitado enlace entre as massas de tinta e os espaços vazios, à revelia do artista, "incongruências harmoniosas" e espumantes no que parecia um horizonte longínquo - uma quase malformada linha plana no alto da tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era noite quente e silenciosa - nada mais só para Anita, à flor da pele sob um teto de zinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estariam as espaçonaves alienígenas, hora destas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...e nem sequer viris psicóticos, brandindo serras elétricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas noite quente, e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insone, acendeu a cozinha para preparar uma vitamina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pés descalços circulavam mecanicamente, velhos conhecidos daquele piso xadrez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolheu quase aleatoriamente algumas frutas, providenciou o liquidificador, e logo os pedaços grandes de maçã eram triturados pelas lâminas de aço, chocavam-se contra o copo transparente e escorriam para o fundo, caminho único para a morte do fruto e o renascer em suco, em domínio do humano controle sobre as criaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros pedaços, de manga e bananas, foram colocados, e igualmente duelaram contra a máquina extintora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O barulho digestivo era ensurdecedor, e Anita percebeu que uma das lâminas havia se partido, durante a peleja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro, o silêncio da revolta contida, das formas reprimidas e convertidas.  Mais harmonia.  Mais progresso, e prova disso era o uníssono do liquidificador, invencível.  Dominante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desligou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente silêncio.  Ensurdecedor silêncio.  Obliterante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgou ouvir o sangue a percorrer-lhe; as conexões cerebrais, o pulsar dos corpos, a freqüência da Terra, os ventos solares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vitamina expirou algumas bolhas de ar, contaminando aquela atmosfera de suspensão. Anita realmente não tinha sede, sequer fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ouvia o vazio; há dias sonhava com ele.  Aguardava através das noites impaciente, de olhos semi-abertos, focando a porta por onde ele entraria, sorrateiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E embora os dias passassem, viessem e morressem, renascessem e perdurassem, insípidos e inexoráveis - ela sabia que apenas tardava a hora em que ele chegaria.  Então esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riscou um sem-fim de dias nos calendários, consecutivamente.  Escrevia e reescrevia cartas de despedida, endereçadas a estranhos.  Vivia o último dia sem findar de últimas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bilhetes de instruções espalhavam-se pela casa, resumindo os detalhes a não esquecer, no último instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no entanto agora, rugas de distância dos tempos em que mal dormia, ela o pressentia.  Como um sentimento vivo de alheamento, de subtração, de paz medonha e escura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empunhou o copo, onde desaglutinavam já os sumos adocicados da derrota.  Sorveu um gole lento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrega seria fatal, mas a queria?  Talvez.  Dar o passo no sem-espaço poderia não completá-la, não conformá-la.  O vazio atraía-lhe, sentia os pêlos magnetizados, o corpo tendendo para a porta, os olhos mortos naquela direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com dificuldade, talvez relutância, bebeu outro pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calafrios varavam-lhe as coxas, dorso, nuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incômodo da espera motivava vida; vivera pela espera incerta do desconhecido.  Sofrera o mal de corroer-se interiormente por ele, venerara-o, mitificara-o .  Não era tudo. Era o nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio absorveu o resto da vitamina. Os móveis, a pia.  Algum pouco de chão atrás da porta e Anita Rinsac sobraram indecisos.  Ela teria de girar o trinco. Teria de abrir a porta, olhar o outro lado - se é que ainda estava lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis sentir o gosto da manga, mas fora-se com os instantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deslocar dos olhos, constatou, devorava o entorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fixou os olhos na porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os batentes foram-se, os trincos e dobradiças também.  Era questão de um passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou os olhos, sem espera.  Sentiu a negridão severa abraçar-lhe à distância. O breu das almas que rondava seguro, apertando o cerco... Brincava de vilão, seduzia, envenenava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anita sentiu frio, e instintivamente cobriu os seios nus e o ventre com as mãos.  Dali não sairiam vidas, nem continuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis dar o passo vendado,mas não sentiu os pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vazio fora chamado, e de longe viera, solícito.  Impunha-se: era Cobra Grande que serpenteasse por entre as pernas e braços dela, instigante.  O abraço cordial dos vencedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anita abriu os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuro, mais escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era quase comunhão, quase vítima imolada e concorde com o Mal... faltava-lhe o busto e a cabeça ainda vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da garganta se arriscaram alguns soluços abafados.  Ainda respirava, apesar, e a língua tencionou rebelar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ergueu o queixo para a réstia de ar que lhe envolvia a cabeça, no estertor vulgar dos quase-afogados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encarou o Vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorria-lhe, insaciável.  Infinito.  Impermeável a entendimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobraram os olhos.  Tardava a fechá-los, recusava o final instantâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lacrimejou, estática.  Não houve som, mas a produção de espaço estranhou o Vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não podia evitar, e choveu e salgou espaços iriscidentes, irradiantes, naus embarcando rumo ao desconhecido, peões que se atiravam contra o inimigo inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudez do nenhures agitou-se, incomodada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos vertiam copiosa efluição, nublados, abrindo espaço e gerando tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vazio retraía-se, cachoeiras incontíveis o condenavam aos limites do entorno cada vez maior de matéria, esta que abria dedos e raízes em todas as direções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos eram fontes, e as fontes recriaram o corpo, lábios e sons, ventre e vida, o pé incerto que achou o chão e tombou, diante da porta aberta com trincos e dobradiças, bilhetes voando em meio à ventania que soprou forte o dilúvio de lágrimas, trouxe terra seca e o copo vazio pela metade, Anita desfalecida à soleira de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio cheio. Completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela balbuciava com os dedos, sobre o chão xadrez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns pássaros matutinos alardearam as primeiras horas, do primeiro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anita ouvia.  Ficou só ouvindo.  O Sol penetrar solene o globo azul do dia, o mato evaporar o orvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espera a esperava, novamente e sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lembrou da lâmina, partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chácara, 21.09.2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-112598947474780115?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/112598947474780115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=112598947474780115&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598947474780115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598947474780115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2005/09/ela-no-podia-evitar.html' title='ELA NÃO PODIA EVITAR'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-112598915181502338</id><published>2005-09-14T03:46:00.000-09:00</published><updated>2006-07-04T23:49:10.506-09:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando criança, eu gostava de ficar ouvindo os eletrodomésticos de casa funcionando, ininterruptamente.    Cantava junto ao zunir do aspirador de pó até que nossos timbres se harmonizassem, num mantra pós-moderno.    Mentalizava revoluções rítmicas de alta aceleração, acompanhado do liquidificador.    Me deixava levar por horas, alheado, ao som compassado da máquina de lavar roupas, imaginando fascinado um instrumento - que eu não sabia já ter sido formulado - chamado moto-contínuo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando criança, por muito tempo levei na cabeça o problema de tentar expressar algebricamente a condição do círculo - que ao contrário das outras figuras geométricas, não possui faces externas limitadas (ou possui infinitas).    Queria crer que o tempo-espaço se comportava de modo particular dentro das bolhas de sabão (embora ainda não o soubesse verbalizar), e que quando duas se encontravam, era como dois universos em colisão, ao cabo da qual desapareceriam: as bolhas estouravam.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando criança, meu mundo acabava nos muros, meu céu era um grande cobertor azul, e meu cobertor era uma complexa geografia de vales e montanhas pelos quais viajava com meus brinquedos.    Meu brinquedo era criar-descobrir o mundo insondável que me envolvia.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje meu mundo é elementar, óbvio e redundante.    Minha função é acrescentar braços à burocracia que me mantém vivo.    Os muro caíram - e atrás havia ruas, edifícios e mais muros.  O cobertor desta rotina às vezes é curto.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o céu desvendou-se infinito, e para além a complitude acenou-me com o colorido de minha intuição primeva, sussurrou-me o caminho dos ventos e das pedras, lá depois de mantras e liquidificadores, geometrias e incongruências, onde o tempo nos consola e o espaço nos abraça, eterno. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-112598915181502338?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/112598915181502338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=112598915181502338&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598915181502338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598915181502338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2005/09/blog-post.html' title=''/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-112598868098591253</id><published>2005-09-13T03:38:00.000-09:00</published><updated>2006-07-04T23:36:20.690-09:00</updated><title type='text'>enquanto isso</title><content type='html'>enquanto os passarinhos passeiam no gramado sob o olhar severo e indócil dos gatos que adormecem com um só olho, e as mariposas emudecem nas vidraças coloridas de meu átrio interior, e estilhaços repartem fígados aos desvalidos de toda espécie;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o Astro-Rei funde bombas ignominiosas - e estas esperam as pernas sãs por meio das quais se libertem da areia e do anonimato e da integridade volátil que lhes resume o existir - e chineses respiram o carvão dos filhos bastardos de Adão e mujahedins passeiam nas amuradas sagradas sem desmerecer seu cubo negro e o fogo de Alá;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enquanto redescubro que meu redor está colado aos meus olhos, e meus olhos estão fixos sobre as palavras inexatas e espúrias de um jornal velho que desconhece os Céus, e reboares de estrelas ainda aviltam a paz dos cantos escuros, e cantos e contratempos se dispersam pelo Cosmo na voz doce e suave de um comercial de rádio do tempo de meu avô;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu me desfaço de outro cobertor, numa quente madrugda de um hipotético inverno tropical, me viro, reviro e continuo a sonhar com mandacarus que nunca verei, e outros despropósitos pueris.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-112598868098591253?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/112598868098591253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=112598868098591253&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598868098591253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598868098591253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2005/09/enquanto-isso.html' title='enquanto isso'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-112598858888974101</id><published>2005-09-12T03:37:00.000-09:00</published><updated>2006-07-04T23:35:24.366-09:00</updated><title type='text'>improváveis efemérides 07</title><content type='html'>O ocorrido em 03 de Outubro do ano de 1848 está amplamente registrado nos diários perdidos de Edgar Allan: pouco depois da hora do almoço, o cavalo branco lhe pediu um filé com fritas. Como não dispusesse de semelhante iguaria, Edgar prontamente ofereceu-lhe uma cenoura, no que foi agredido a coices e mordidas. Na delegacia, apenas o escrivão percebeu o rótulo da garrafa sob seu braço: “White Horse, 12 years”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As luzes piscaram três vezes na madrugada de 15 de Julho de 1957. O sinal estava dado: e o grande plano para a conquista do mundo pelos vigias noturnos estava em marcha. Miss Daisy, 72 anos, agente infiltrada a serviço da CIA, estava pronta para deter a surpreendente insurreição: mas as barras eram fortes demais no hospício de Mandaratiba da Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os papéis chegaram por engano, num envelope roto, naquela manhã de 13 de Setembro de 1903, com o endereço borrado pela chuva. Traziam em letras garranchadas um texto estranho. Assinava “A.E”. Deixaram na mesa daquele funcionário descabelado e meio perturbado que sentava no canto. Anos depois, durante a entrega do Nobel de Física, ele mostrou a língua para o mundo. Mas o professor aposentado Anton Erdinger jamais recebeu um marco furado por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DJ Cafa, quando não está discotecando em Londres, costuma passar as madrugadas junto ao dial do seu aparelho de radioamador, de onde tira ruídos que transforma em sets de experimentos sonoros. Em 30 de Janeiro de 2003, ele interceptou uma conversa secreta da polícia de Foz do Iguaçu com terroristas árabes. “Eu adorei a textura daquelas vozes”, disse recentemente a uma revista semanal. O CD-Remix já está à venda, e é o hype das noites de terça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-112598858888974101?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/112598858888974101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=112598858888974101&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598858888974101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598858888974101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2005/09/improvveis-efemrides-07.html' title='improváveis efemérides 07'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-112598847921596004</id><published>2005-09-11T03:35:00.000-09:00</published><updated>2006-07-04T23:33:26.910-09:00</updated><title type='text'>improváveis efemérides 06</title><content type='html'>Laura Kern sempre participou da coleta de lixo seletivo em sua comunidade, no sul da Flórida. Em 27 de Abril de 1998, após um mutirão de limpeza nas praias locais, a simpática aposentada vislumbrou transformar em arte os objetos encontrados: sua instalação com garrafas e mensagens de cubanos foi muito aplaudida no Chá da Liga das Senhoras, e está exposta no golf clube de Tallahassee. A obra figura entre as mais sensíveis expressões artísticas contemporâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação estava tensa no metrô de Nagasaki, a 10 de Fevereiro de 1999. As negociações já duravam uma tarde inteira, e o destacamento do exército não parecia dar sinais de recuo: ou os motoqueiros suspeitos de espalhar sarin abandonavam o vagão com as mãos para cima, ou iriam abrir fogo. Uma inesperada ligação dos estúdios chegou tarde demais – e um grupo de covers recebeu as medalhas de heroísmo, no funeral. O episódio ficou conhecido em toda Hokkaido com o “O Massacre dos Changeman”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que o pianista francês François-René Duchable não pára de tocar enquanto pedala, espalhando música erudita e terror pelo trânsito parisiense, com seu pianocípede. Em 07 de Maio de 2004, na última vez em que cruzou o farol vermelho concentrado na “Nona de Beethoven”, uma jamanta quase lhe arrancou a perna esquerda, junto das oitenta e oito teclas, cordas, instrumento e rodas dianteiras. Para François, não passam de um bando de bárbaros. Reconstruído o pianocípede, ele agora pensa em levar suas melodias ao Tour de France. “E para fazer jus ao ritmo da prova”, diz ele, “tocarei Paganini”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 05 de Maio último, uma flor carnívora engoliu o gato da Sra. Bill. Numa operação de emergência, abriram a planta e descobriram também um pé de sapato tamanho 46, um chapelão de cowboy e uma sunga vermelha. A exótica flor faz parte da coleção de raridades do Sargento Bill, que, preocupado com a saúde da Sra. Bill e já que o sapato não lhe serve, vai começar a deixar o vaso com a flor dentro do armário. Do quarto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-112598847921596004?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/112598847921596004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=112598847921596004&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598847921596004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598847921596004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2005/09/improvveis-efemrides-06.html' title='improváveis efemérides 06'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-112598796278936215</id><published>2005-09-10T03:26:00.000-09:00</published><updated>2006-07-04T23:32:35.526-09:00</updated><title type='text'>improváveis efemérides 05</title><content type='html'>A telefonista Gelsomina Pasmaccera transferia até 22.500 ligações por dia para uma central elétrica na Toscana. No domingo passado, porém, desapareceu misteriosamente após um blecaute gerado pela central. Alguns dias se passaram até que um repentino sinal telegráfico nas linhas despertasse estranhamento na equipe de operadores, e sua mensagem não deixou dúvidas: alguém pedia U$$ 1,000,000.00 e um avião em troca da memória dos sistemas. As autoridades julgaram tratar-se de um trote adolescente. Até algumas horas atrás, de acordo com agências de notícias, o vírus “gelsomina” já desligara mais de um milhar de computadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 28 de Julho de 2005, a modelo, cantora e atriz Patty Faria estará completando 138 anos, de acordo com seu terapeuta e jardineiro Áurio Silveira. Ele garante que ela está em sua melhor forma, apesar da idade. Em pleno curso de sua terceira encarnação, a artista foi recentemente podada, e florirá na primavera. Áurio, cuidadoso, a rega todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 15 de Maio de 1372, sob uma figueira, o célebre matemático e alquimista Antiquus cogitou a possibilidade de estarmos todos gerando linhas de mundo no espaço-tempo de um Universo tetradimensional, influenciados pelos warm-holes e a constante de Planck. Pensou então em tomar nota das elucubrações, quando a meio caminho foi atropelado por uma manada de bois almiscarados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N’Bae sempre trocou cocos por bananas com seu amigo Tatala, durante as festas da colheita anual. Há 5 anos e 13 meses, porém, uma experiência nuclear próxima às ilhas onde mora modificou as sequências genéticas da flora local, gerando versões inéditas das duas frutas. Hoje N’Bae lidera a resistência contra os bananais revoltosos, apoiado pelos cocais do Sul do país. A guerrilha já se estende ininterrupta desde 2001.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-112598796278936215?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/112598796278936215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=112598796278936215&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598796278936215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598796278936215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2005/09/improvveis-efemrides-05.html' title='improváveis efemérides 05'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-112598785200125970</id><published>2005-09-09T03:25:00.000-09:00</published><updated>2006-07-04T23:31:48.930-09:00</updated><title type='text'>improváveis efemérides 04</title><content type='html'>Luciano Montenegro nasceu em 03 do 03 de 1953, às 13h30 de uma terça-feira. Todas as casas em que morou possuem o algarismo 3 ou múltiplos dele no número de endereço (300, 993). Tem três filhos, três profissões e reclama de alguma coisa pelo menos três vezes por dia. Em 03 do 03 de 2003, deve ter esperado que alguma confluência cósmica o atingisse, com um improvável raio tríplice. Não aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John Johnson não estava em um de seus melhores dias, a 12 de Outubro de 1963, quando seu carro foi repentinamente tragado por um bólido voador em El Paso, nas proximidades da fronteira com o México. O fenômeno pôde ser observado uma dúzia de vezes pelo grupo de técnicos presentes na ocasião. A cena acabou sendo cortada na versão americana, mas John Johnson acredita que tudo não passa de preconceito por sua origem alienígena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há exatas algumas semanas, o piloto de helicóptero Charlie Nameless-Soldier pensava em balas-chiclete, Coke gelada e sua namorada Suzie, não necessariamente nessa ordem. Não teve tempo de pensar em mais nada: um “fogo amigo” destruiu as hélices do aparelho que comandava, lançando-o ao chão com mais quatro soldados, três mísseis balísticos, sete granadas, oito toneladas de aço e duas cervejas quentes. O co-piloto, de codinome “Hollywood”, também sonhava com chiclete, e sua cadela Barbra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sofreu um arranhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há exatas algumas semanas, o taxista Ahmad Mahal pensava em sua pequena Soraya, seu galo de briga e as catorze virgens que o esperam no Paraíso, não necessariamente nessa ordem. Não teve tempo de pensar em mais nada: cinco soldados, três mísseis balísticos, sete granadas, oito toneladas de aço e duas cervejas quentes caíram repentinamente sobre sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahmad sempre troca o nome de alguma das virgens.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-112598785200125970?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/112598785200125970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=112598785200125970&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598785200125970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598785200125970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2005/09/improvveis-efemrides-04.html' title='improváveis efemérides 04'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-112598767073050292</id><published>2005-09-08T03:22:00.000-09:00</published><updated>2006-07-04T23:30:56.383-09:00</updated><title type='text'>improvaveis efemerides 03</title><content type='html'>Em 04 de Abril de 1500, o português Joaquim Manoel de Souza realizou a última refeição à bordo da nau que, pouco depois, atracaria nas areias de Pindorama. Vitimado por um súbito mal-estar, vacilou nas muradas do convés, e acabou virando comida de tubarão. Considerado o primeiro mártir do Descobrimento, sua saga foi relatada nas cartas de Pero Vaz, mas as respectivas páginas foram devoradas por um perturbado tupinambá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 08 de Abril de 1972 o Zé Pereira correu até o orelhão mais próximo, para saudar em tempo sua madrinha Georgina pelo 64º aniversário. O aparelho era clandestino e a conversa, cifrada e grampeada, serviu de fonte para militares apreenderem material bélico de subversivos em uma residência na zona sul do Rio. O sargento Pereira foi condecorado. Georgina, hoje aos 97 anos, passa bem em Muribeca dos Guararapes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05 de Abril de 1744 foi o dia em que Jean Jacq Jeguillot apertou o último parafuso. Quatro dias depois, porém, um suspeito incêndio destruiria sua garagem, e junto a primeira promessa de sucesso em forma de aparelho voador mais pesado que o ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite de 12 de Abril do ano de 1986, um senhor calvo e sem pálpebras esperava, como há longos 53 anos, reclinado nas rochas à beira-mar da ilha de Lençóis, Maranhão, a volta do rei D. Sebastião. Por volta da meia-noite, testemunhas garantem ter ouvido os relinchos de um cavalo, embora a ilha não possua espécime algum do animal. Devido à forte tempestade que se seguiu, ninguém pôde confirmar a facticidade do fenômeno. O tal senhor, de nome ignorado, nunca mais foi visto na ilha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-112598767073050292?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/112598767073050292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=112598767073050292&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598767073050292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598767073050292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2005/09/improvaveis-efemerides-03.html' title='improvaveis efemerides 03'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-112598709758891791</id><published>2005-09-07T03:12:00.000-09:00</published><updated>2006-07-04T23:29:56.376-09:00</updated><title type='text'>improváveis efemérides 02</title><content type='html'>Há improváveis 3.609 anos morreu o primeiro maquinista da História.  É o que sugere uma recente escavação de arqueólogos ingleses, quando ao desenterrarem ruínas de esquecida civilização, depararam com uma antiquíssima urna funerária, identificada como pertencente `a nobreza da referida época.  Foi encontrada no jardim de um velho brâmane, no Hindustão, e entre os pertences que repousavam junto aos restos do corpo encontrou-se um pequeno diário, datado de 1965, onde se lia a inscrição: R.F.F.S.A.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comemora-se em Abril o aniversário do primeiro registro multi-simultâneo de patente, para produtos idênticos em lugares distintos.  O curioso caso veio à tona com o processo movido pelos hipotéticos 284 ‘autores’ do produto contra os também hipotéticos adversários, na briga pela legitimidade da obra.  A façanha chegou aos tribunais, mas o julgamento não pode ser levado a cabo: o juiz encarregado era um dos reclamantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30 de Fevereiro será lembrado para sempre como o dia em que o mar invadiu o sertão do Piauí.  A previsão é de Dona Iaiá das Gerais, conhecida sensitiva em Diamantina.  Segundo ela, a data será criada em algum momento nos próximos 54 anos, quando a passagem de um meteoro deve atrasar o tempo de rotação do planeta, originando o 30º dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatos 4000 meses lunares maias atrás eu estava sentado `a frente deste mesmo computador, escrevendo semelhantes palavras e derretendo lentamente o mesmo gelo na boca, para desespero de meu dentista, que lá como cá, está preso como eu `as frações de tempo-espaço que vagam soltas no Universo, estáticas, até que Desconhecida Força lhes empreste vida - a mesma vida que na fração seguinte animará outra das muitas cenas que esperam, pacientes, desde o início de tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-112598709758891791?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/112598709758891791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=112598709758891791&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598709758891791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598709758891791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2005/09/improvveis-efemrides-02.html' title='improváveis efemérides 02'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16398193.post-112598438019820395</id><published>2005-09-06T02:55:00.000-09:00</published><updated>2005-09-05T21:12:31.980-09:00</updated><title type='text'>improváveis efemérides 01</title><content type='html'>víboras cujos fósseis nunca foram encontrados aguardam a cheia do Nilo numa madrugada incerta de Março, em meados de 3003 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vasos com chifres de Baal Malek estouram aos primeiros sinais do vulcão que destruiu Atlântida, há exatas centenas de séculos múltiplos de doze precedentes `a morte de Marco Antônio, nas praias do Mediterrâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um espoucar de estalos num apartamento vazio de Chicago faz - pelos mistérios da ondulatória - o mesmo edifício alcançar o duvidoso índice de 4,5 na escala Richter, provocando um reflexo de frequência que vitimou meio milhar de pessoas em combustões espontâneas. O fenômeno ocorreu na primavera de 1883. Não há registros confiáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo científico comprovou que a cada 392 anos todos os semáforos de Ulan Bator sincronizam seus sinais vermelhos. Há expectativas para uma recorrência do estranho efeito para os próximos seis meses.  Conferências de especialistas já estão marcadas, e estima-se que turismo local deva receber, por isso, um investimento de aproximadamente US$ 300,000.00, este ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16398193-112598438019820395?l=cleptocronia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cleptocronia.blogspot.com/feeds/112598438019820395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16398193&amp;postID=112598438019820395&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598438019820395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16398193/posts/default/112598438019820395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cleptocronia.blogspot.com/2005/09/improvveis-efemrides-01.html' title='improváveis efemérides 01'/><author><name>martin montenegro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://4.bp.blogspot.com/_--5jH-5syHw/TIGnZ4cdznI/AAAAAAAAACs/5kx9y71c5WY/S220/x_men_web02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
